quinta-feira, 21 de abril de 2011

A bicicleta com asas.

A vida não fazia mais tanto sentido. Estava catatônica, sem vontade e nem vida. A vida, aliás, havia me abandonado junto com o que eu tinha entregado para mais um qualquer que tinha passado na minha vida. Mais um qualquer é um jeito muito irônico de chamar o amor da sua vida, pelo menos é como te chamo agora.
Depois que você me deixou sem motivo aparente, sem beijos ardentes e despedidas que servem como reconciliações eu não faço nada. Não tenho a força feminista que tanto prego, não vivo sem você. Nada mais que a verdade. Sinto falta de ver-te em minha volta diária, em teu jeito tão singelo e humilde, gritante em meio a todos os outros.
Falso jeito que olhava pra mim todas as vezes que eu passava ao teu lado e você virava o rosto como quem está com vergonha porque nossas mãos se roçavam e você sabia que aquilo me dava arrepios. E você sabia tudo de mim. Do meu colar de ouro sempre pendurado em meu pescoço e do jeito como eu adorava andar na garupa de tua bicicleta. Na garupa de tuas asas, anjo.
Você se foi, sem nada pra me deixar como prova que tudo não tinha passado de um sonho. Eu só tinha memórias, que não passavam de sonhos que eu vivi. Ah sonhos. Como eu sentia falta de você, anjo de natureza visível tão presente em minhas ações mesmo agora que você se foi. Seu beijo, meu desejo. Lembra-se de todas as músicas que te dediquei e em como eu era apaixonada por ti? Só eu serei tua sempre, apaixonada eternamente. Só não quero me prender a ti sem você estar mais aqui.
Ainda era noite quando o homem da bicicleta bateu à porta. Com resmungo baixo levantei do sofá em que fingia que estava aproveitando o programa que passava na televisão com o meu pai e atendi a porta. Teu sorriso e o jeito como limpava os pés no tapete, como o cabelo um pouco molhado pela chuva que tomou vindo à minha casa. O sorriso que eu tanto senti falta e o calor que me veio dele.
- Posso entrar? Tenho tanto a te contar. - E a feminista dentro de mim foi deixada de lado, e disse que sim, com sorriso nos olhos, e medo de estar me iludindo. Uma parte de mim já estava acreditando que essa visita um dia poderia se tornar em casamento. Mal sabia a outra, que a primeira estava totalmente correta.

Apesar de já ter vindo aqui a menos de uma semana, eu estou de volta. Sempre quis fazer uma pauta para algum tipo de projeto de blog, mas eu nunca achava algum que me interessava totalmente. E dim, dim, dim, dim, dim!, temos um vencedor, rs. Pauta para o Bloínques
Vencedor da edição 63º de Histórias/Contos - Bloínques

3 comentários:

Simone Martins2 disse...

Estou te seguindo e espero que voce me permita os meus comentarios...Parabens pelo texto, mas ja vou te dizendo que venho para competir, mais no momento, PARABENS!

Simone Martins2 disse...

Desculpe-me, refire-me aos textos em projetos, mas sem nenhuma intenção de confusão, foi so jeito de se expressar...desculpe-me de novo...bjin

Roberta Galdino disse...

oi. adorei o texto!
parabens!
bjos
te sigo

http://rgqueen.blogspot.com/