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quarta-feira, 18 de maio de 2011

Sol de inverno.

Está começando a fazer frio, e nada nesse ano lembra Mily do passado. Tem feito tudo na maior dedicação que pode: estuda, organiza suas coisas e se esforça para fazer parte da vida dos amigos. Não sobra tempo livre para sua mente vagar por ai. A não ser no banho, sim, porque quando a água do chão quente demais contrasta com a temperatura do dedo dos pés e o cabelo começa a cair no rosto ela não se importa de não enxergar mais. Quer esquecer de esquecer, reviver os minutos e os segundos. Todos os banhos que tomava para se arrumar e os que cantava para estravasar toda a felicidade que sentia.
Na cama, a mente não vagava para o lado negativo. Como se o travesseiro a lembra-se ela sonhava com um amanhã de amores, quando esse outono passar e o inverno finalmente acabar. Quem sabe não seja das flores que ela sente falta, ou do biquíni. Essas roupas que a deixam parecendo boneco de neve não andam ajudando. Mily tenta. Ah se tenta. Se recusa a pensar no que vai fazer amanhã. Faz tudo hoje, pra viver sem medo todos os medos e tentar concertar os defeitos. É a nova ela. A terceira que ela tentou, sempre há aquelas três fazes que ela não sabe pular.
Primeiro ela não acreditava no fim, e sim num recomeço; ia provar que podia e que merecia. Mas ao mesmo tempo tão triste, e sem força não queria mais ver dois palmos a sua frente que não fossem a solução. A segunda, a pior - e ainda bem a mais curta - durou algumas semanas. Pensava que era o jeito de fazer as coisas se concertarem, fez vários amigos - que com certeza não irá deixar para trás na terceira - e se divertia sem um pingo de razão. Nada, nem tomava cuidado ao andar: que o mundo me traga o que me é de direito. Mily sabia que era errado, e acordou. Com um empurrão forte demais que doeu, mas acordou. Tem feito tudo na maior dedicação que pode: estuda, organiza suas coisas e se esforça para fazer parte da vida dos amigos. Não sobra tempo livre para sua mente vagar por ai. Se vagar, ela tem medo de voltar ao primeiro e o ciclo vai recomeçar.
Ela tem feito um ótimo trabalho. E melhora a cada dia, mesmo nos piores, ela fica um pouco mais forte. Músicas no CD que a lembram do passado a fazem sorrir e não mais triste, porque sem medo de que o mundo lhe tenha prometido ela vive. Ah como tem vivido. Como uma nova ela, melhor, com experiências. Crescida.
Hoje está fazendo sol e Mily está com somente uma blusa de lã além de da de manga-cumprida. Nada de boneco de neve, e o cabelo preso em um coque. Quem sabe não seja um aviso. Mily adora quando as coisas parecem lhe avisar. Intuição, mas quem sabe não dê tudo certo.

Finalmente satisfeita com a foto - que é a única coisa que eu fico 100% feliz, porque de resto é sempre imperfeito-. E estou começando a escrever algo novo, mais para uma história que apenas um texto. Quem sabe eu não poste aqui ele! Finalmente a escola deu um tempinho pra gente respirar, mas tudo acaba na quarta-feira. Não gosto de fins. Boa semana para todos!

quarta-feira, 4 de maio de 2011

O amor é cego.



Ela tinha o tempo contado, não de vida, mas para ir embora. E como sempre estava ali, do lado dele, enquanto ele lhe disparava palavras que arrancavam o coração dela. Não eram direcionadas a ela, e sim aquela outra que quebrou o coração dele. Como o melhor amigo. E enquanto ela ouvia ele gaguejar pela dor na garganta ela queria chorar com ele.
É horrível ver alguém que você verdadeiramente ama chorar, mas é pior quando se sabe que pode concertar aquilo, mas não pode. O querer e não poder, coisa de criança estúpida que quer mais que a mão pode agarrar. É isso mesmo, ela queria ele. Demais para ela, perfeitamente imperfeito, feito com todos os defeitos e qualidades que o faziam extremamente especial.
E ela o esperou, ele se recompôs. Fez-se caras de felicidade e continuaram o caminho sem medo de que um dia fossem se separar. Ele se apaixonou de novo, e quebrou o coração da garota. "Estou apaixonado" ele dizia como nunca havia dito antes, e os olhos nas nuvens enquanto passeavam por ai para matar o tempo que sobra.
Uma esperança gritante era o que ela tinha no fundo do coração. 'Pode ser você!', ela dizia com a maior força que seu tamanho permitia. Mas a mente racional e pé no chão demais de Melissa esmagou-a com trilhões de memórias dentre os beijos e amores passados. O tempo que passou sozinha enquanto ele se divertia, e o que tinha que ouvir por ter ficado sozinha. Era a solidão e a importância tremenda que ela dava a Jack.
Ele compensava com tardes inesquecíveis, palavras sinceras e ombros amigos sem questionar o motivo do choro. Ele sabia mais do que ninguém que ela era quieta em seu canto e que nada nem ninguém manipularia ela para algo que não quisesse. Ele percebeu isso tarde demais. Esse era o medo de Jack que fosse tarde demais para se acostumar com os defeitos dela, que Melissa estivesse já enjoada dos seus e que ele a apreciasse sem um retorno.
Melissa olhava nos olhos de Jack meses depois do episódio em que ele havia terminado o último namoro e ele contava a ela como queria poder estar com ela o tempo todo. Porque tudo fica mais fácil, menos confuso e ela é linda. Um erro, uma palavra e um sorriso.
Na soma de tudo, um beijo. Que mudou o caminho que eles faziam para matar o tempo e as conversas e tardes. Mudou tudo, porque eles estavam apaixonados. Sempre estiveram, era só o medo de encarar.

Quando dizem que o amor é cego, não se deve levar só para o lado negativo. Se encherga os defeitos, e os aceita. Não se cega ao modo como as vezes acontecem erros, se perdoa. E tantas vezez há uma procura incessante lá fora pela pessoa certa, e se cega à quem já está dentro do seu coração.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Seguindo em frente

- Como você espera que eu ainda seja a mesma pessoa? Meu pai morreu, e antes disso, você me deixou. Não tem como trazer a sua namorada de volta, porque adivinha? Eu não sou mais. Eu nunca acreditei no destino, e ai te entreguei o meu, você ia escrevendo minha história e eu só vivia ela. Aceitando. Estúpida. Eu deveria saber, que você não iria cumprir tudo o que me prometera, e ainda ficava bravo quando eu passava e falava com você. Estúpido.
Josh olhou nos olhos de Malanie que sorria de um jeito sínico com lágrimas nos olhos, que ela se forçava para esconder. Porque não era tristeza e nem saudade, era ódio. Dela mesma, como poderia ter entregado seu coração aquele? Sua mãe a tinha avisado, mas ela queria ficar com ele para fazer o pai feliz. O pai que havia morrido, acreditava que ela não podia ficar sozinha, porque quando ele morresse ela precisaria de alguém.
Melanie tomou as palavras se seu pai as suas e acreditou piamente em tudo. Seu jeito de sorrir e de andar, ela era tudo que as pessoas queriam que ela fosse. Perda de identidade adolescente, como ela era hipócrita, sempre achando que aquilo não aconteceria com ela quando lia livros meramente ficticios.
- Melanie, eu não quero te iludir mais, tudo isso que passamos, significou muito. E eu ainda gosto de você, não deveria ter te deixado, mas eu precisava viver um pouco, para saber que era com você que eu queria ficar sempre. Você me conhece, eu preciso ver as coisas por mim mesmo, e eu sempre me arrependo, nada que eu digo pode ser levado muito à sério. Você sabe, isso acontece desde que eu tenho 7 anos!
- Bingo bobalhão, idade mental não importa mais quando se tem 17. Cressa e seja feliz com a sua vida, me esquece. Me deixe seguir a minha, ser feliz, não quero ser sua amiga. Preste atenção nos seus atos e deixe-me seguir em frente. Sei que posso fazer isso sozinha.
- E eu? Como vou viver sem você?
- Muitas meninas serão como reabilitação para você. Sinta-se a vontade para beijar quem bem entender.
Melanie voltou para a rua que ela estava seguindo e assim fez Josh. Se era o que ela queria, ele iria seguir em frente, sem falar mais com ela. Não era o que ele queria, e nem era mentira nada do que dissera, mas não queria fazer ninguém ver que ele ainda gostava dela. E afinal ele ainda era um homem a zelar, e com certeza, algumas novas namoradas o fariam bem. Melanie o conhecia bem demais.
Os dois olharam para o passado que haviam deixado para trás naquela tarde com pesar. Um pelo tempo gasto e o outro pelo tempo disperdiçado. Dar valor ao outro e a si mesmo era uma das coisas principais na trilha para a felicidade de ambos. E o caminho era longo demais, mas com certeza eles chegariam lá, sozinhos ou não. Mas isso, só o destino pode fazer.

Sem muito o que falar a não ser em como eu ando vendo coisas fofas demais e por todos os lados. Inspiração é o que não falta num mundo hoje em que amor é uma coisa muito mais bonita.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

A bicicleta com asas.

A vida não fazia mais tanto sentido. Estava catatônica, sem vontade e nem vida. A vida, aliás, havia me abandonado junto com o que eu tinha entregado para mais um qualquer que tinha passado na minha vida. Mais um qualquer é um jeito muito irônico de chamar o amor da sua vida, pelo menos é como te chamo agora.
Depois que você me deixou sem motivo aparente, sem beijos ardentes e despedidas que servem como reconciliações eu não faço nada. Não tenho a força feminista que tanto prego, não vivo sem você. Nada mais que a verdade. Sinto falta de ver-te em minha volta diária, em teu jeito tão singelo e humilde, gritante em meio a todos os outros.
Falso jeito que olhava pra mim todas as vezes que eu passava ao teu lado e você virava o rosto como quem está com vergonha porque nossas mãos se roçavam e você sabia que aquilo me dava arrepios. E você sabia tudo de mim. Do meu colar de ouro sempre pendurado em meu pescoço e do jeito como eu adorava andar na garupa de tua bicicleta. Na garupa de tuas asas, anjo.
Você se foi, sem nada pra me deixar como prova que tudo não tinha passado de um sonho. Eu só tinha memórias, que não passavam de sonhos que eu vivi. Ah sonhos. Como eu sentia falta de você, anjo de natureza visível tão presente em minhas ações mesmo agora que você se foi. Seu beijo, meu desejo. Lembra-se de todas as músicas que te dediquei e em como eu era apaixonada por ti? Só eu serei tua sempre, apaixonada eternamente. Só não quero me prender a ti sem você estar mais aqui.
Ainda era noite quando o homem da bicicleta bateu à porta. Com resmungo baixo levantei do sofá em que fingia que estava aproveitando o programa que passava na televisão com o meu pai e atendi a porta. Teu sorriso e o jeito como limpava os pés no tapete, como o cabelo um pouco molhado pela chuva que tomou vindo à minha casa. O sorriso que eu tanto senti falta e o calor que me veio dele.
- Posso entrar? Tenho tanto a te contar. - E a feminista dentro de mim foi deixada de lado, e disse que sim, com sorriso nos olhos, e medo de estar me iludindo. Uma parte de mim já estava acreditando que essa visita um dia poderia se tornar em casamento. Mal sabia a outra, que a primeira estava totalmente correta.

Apesar de já ter vindo aqui a menos de uma semana, eu estou de volta. Sempre quis fazer uma pauta para algum tipo de projeto de blog, mas eu nunca achava algum que me interessava totalmente. E dim, dim, dim, dim, dim!, temos um vencedor, rs. Pauta para o Bloínques
Vencedor da edição 63º de Histórias/Contos - Bloínques

terça-feira, 19 de abril de 2011

"Caríssimo você,

Não quero falar do passado, isso aqui é pra deixar o passado pra trás. Olhar para o infinito de nossa futura existência e ter certeza que eu não vou me arrepender. É medo de ser infeliz olhando para o ontem. Eu e essa minha mania de não se concentrar no agora, era sempre ou o futuro ou o passado. Me decidi, acredita? Que eu vou pensar no futuro quando estiver deitada na cama, sem medo de me iludir e no outro dia saber que tudo aquilo não passava de um sonho.Porque eu tinha me iludido demais com você, e acabou. Não quero te fazer de vilão, porque por um ano você foi o meu salvador, mas é que a história é diferente da usual. Não foi por maldade que você me deixou, foi por outra. Resolvi que sem medo eu vou assumir que sei o verdadeiro motivo de você me deixar: é medo de ficar sozinho. Porque eu sou selvagem demais, vivida de menos. Assim como você. E essa nossa característica em comum te assustou não foi? Medo de que bobinho?, eu ia ficar sempre sendo a que iria atrás de você sempre, mas você me deixou pra trás.
Minhas congratulações, porque fez o certo. Eu era grudenta demais. E você deveria estar cansado. Porque ser protagonista não é fácil, e você tinha que viver a minha vida e a sua. Ufa! Então meus parabéns porque você conseguiu se virar bem nos papéis. Foi estranha sua desistência mais eu entendo. Eu era chata.
Esses verbos no passado estão me enfurnando. Eu nem sei por que essa carta está endereçada a você. Isso precisava sair de mim, e ficar longe para que eu esquecesse rápido: eu te amo. É sabe aquele amor de criança, paixão louca que cresce. Formiga a pele, o nosso beijo era mágico e eu sonhava um dia em dormir numa cama com você. Ah como eu sonhava. De novo, no passado.
Passou, passado, duas semanas. Fim. O tempo cronológico não é nada comparado ao psicológico, isso estava acontecendo há tanto tempo, e nós fingimos que o mundo eram flores e a gente estava no verão. Sínicos. Egoístas. E você tirou a sorte grande porque achou alguém pra me substituir antes.
Hoje você é feliz, - eu finalmente estou chegando no tempo verbal que eu queria - você parece achar que eu vou te esperar e que eu joguei a antiga eu pela janela, porque ela me lembrava demais você. A eu moldada e perfumada por você. Pensou errado.
A minha versão por você é tão melhor que a por mim. Mais mulher, menos criança. Mais madura, ela aprendeu a sofrer. E eu adicionei algumas coisas a ela, agora ela gosta de não se importar muito com quem não se importa com ela. Remete-se aos melhores amigos com um tom de admiração incomparável. E ela ainda lembra a antiga eu, com aquele sorriso neutro e com o olhar profundo.
Voltou pra casa, tirou suas coisas dela. Rápido e quase mortal. Como faca nos pulsos, na direção correta. Anos psicológicos na reabilitação, e aqui estou eu. Colocando-te no passado com uma facilidade quase que inacreditável. Mas como eu li por ai, agora não são mais feridas abertas, são só cicatrizes que vão incomodar às vezes, mas que vai passar.
Eu tenho amigos, e tenho nossas memórias. Nada foi vivido com medo e eu não me arrependo. Valeu pra aprender a deixar de ser boba e a amar. Pra gostar de mim. E de você, como eu gostei de você. Do seu sorriso, o jeito de me beijar e dizer que me amava. Ah como eu gostei de você. Dói, mas não minto. Pela consideração ao meu melhor amigo que me entendia tanto. Ele, não você.
O seu antigo eu, era para a antiga eu. Porque agora a gente é diferente demais para sermos alguma coisa. Eu sei que eu fui mais uma para o seu novo você, e que ela será mais outra. Mas enquanto você procura à próxima, eu procuro o meu."

Sumida, aparecida. Eu nem sei mais o que eu sou. Só que eu to de volta. Com vontade imensa de escrever, não que isso seja sinônimo de textos bons. Só que escritos com vontade. Ah que saudade disso aqui tudo. E os blogs estão cada vez mais bem escritos, ai se todos virarem livros serei uma adulta feliz em ter tantos livros brasileiros em minha estante. Quanto blá, blá, blá! Chega, haha.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Presente futuro, futuro passado, passado presente.



A gente cresce, é verdade, mas antes de crescer a gente quer desaparecer com aquela outra pessoa que a gente costumava parecer antes. Sempre que via todos aqueles filmes Hollywoodianos eu pensava a mesma coisa "e se o meu passado vier atras de mim algum dia? O que será que ele irá dizer pra mim?" A verdade é que eu sei que o que eu vou dizer pra ele: não me arrependo de nenhuma vírgula que como pingo de suor deixei escapar por entre ti.
É que a gente muda, e não é sempre que todos vão seguir a gente pra nosso próxima etapa da vida. Deve ser como se a gente fosse afunilando, e deixando somente aqueles que nos fazem bem. Deve ser por isso que gente mais velha tem menos amigos. O deve ser faz parte das dúvidas que todos nós temos por entre essas etapas da vida.
Você é carente e a sociedade te induz a achar alguém em quem você se espelhe tanto que viver sem aquele teu ombro fica impossível. Acho que as pessoas chamam de almas gêmeas, pessoas que sabem elevar seus batimentos cardíacos e sabem te fazer sorrir com os olhos. Essas pessoas tem dons que só a gente sabe reconhecer. Só a gente deve enxergar. E aquele ser desprezível, se torna plausível e então você torce pra que ele continue a caminhada do teu lado amanhã.
O desabafo sem fundamento, nem pé, nem cabeça é também sem motivo. Um pedido de socorro em silêncio. Estava me perdendo, e com muito orgulho e cabeça alta repito do orgulho do meu passado. Só não quero ele de volta. Serviu para mim aprender, para as pessoas verem a diferença, não serve mais. Estou assustada, com medo. E se o hoje, for me assombrar amanhã? Será que eu tenho que me preparar para o amanhã ou viver o hoje? A vida é cheia de pontos de interrogação, que como gotas de suor a gente deixa escapar por entre as etapas.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Caro ladrão de corações,

Você roubou minha mania de ficar com a boca aberta enquanto eu assistia tv, porque eu nem mais assistia. Você dizia que eu nunca tinha tempo pra você, mas eu não tinha mais tempo nem pra mim. Larguei tudo que eu tinha só para te mostrar o quanto você era importante e você me diz que não faz mais diferença eu estar do seu lado ou não.
Quando você diz que tudo não passou de uma fase, não tenho reação. Então tudo o que eu abandonei, o que eu esqueci e o que eu recusei foram uma fase? Uma pequena, e insignificante fase. Uma parte passageira. Eu tinha planos e desejos, você os roubou também.
Eu não sabia mais como agir, como sorrir. Imaginei que você estaria do meu lado quando alguém me deixasse assim, mas nunca pensei que esse alguém seria você. Essa mensagem é só para te deixar ciente de tudo que aconteceu enquanto você fechava os olhos para os sorrisos que eu deixava na sua estrada. Eu não consigo mais recupera-los.
E por mim minhas pegadas continuariam do lado das suas por muito tempo, mas você se mostrou disposto a apagar todas as que eu deixei. Eu sugiro que faça isso sozinho, porque até a minha vontade você roubou.

Sumida, eu sei. Não me matem. O texto é quase auto-explicativo. Eu meio que esqueci de tudo porque eu só tenho atenção para um menino (mas as coisas não estão ruins, muito pelo contrário). Mas é só enquanto o fogo está descontrolado, já estou aprendendo a controla-lo. E eu voltei, e prometo não ficar mais quatro semanas sem postar. Nossa, quatro semanas? Em fim, eu prometo não abandonar mais nada por ele. (Quando eu leio isso hoje, eu penso porque eu larguei tudo por ele.)

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Ah, o amor.

Fazia um frio que pinicava a pele de Samantha, enquanto ela observava os passáros em seus voos perfeitos, em que não há nem se quer uma asa fora do lugar, onde o vento os leva para o lugar certo. Seria assim com o amor dela também? Ela sabia ter tanto a oferecer, ela sabia ter um amor incondicional, um amor merecido da junção das palavras "eu te amo", um amor verdadeiro.
Samantha sabia exatamente o que dizer e quando dizer, ela diria "não" quando estaria berrando um "sim" em sua cabeça, ela era manipuladora. Ela é especial. Era o que seu irmão lhe dizia todo dia com um beijo na testa e uma promessa de volta, ela esperava. Esperar era o que Samantha sempre fazia, durante tantos dias, durante toda a sua vida. Ela esperava por mudanças, esperava pelo irmão esperava pelo amor.
Samantha tinha amor para destribuir, por tudo que ela queria e quis, ela precisava de alguém que morresse por ela e que ela faria a mesma coisa por ele, ela queria tanto um alguém para lhe explicar que tudo o que ela acreditava era errado e que um dia ela iria sim encontrar um amor para vida toda, que ele estava ali e que seria eterno.
Samantha pensava em tantas coisas que sua cabeça as vezes se atolava, e ela não sabia mais o que fazer, como agir, ela confundia os caminhos e acabou tropeçando em pedras pelo caminho em que escolheu. Pensou em voltar, mas só de lembrar de todas as pedras que ela demorou tanto para burlar, ela continuava seguindo.
Pé ante pé, com os dedos apertados em um palmo que ela mesma não teria coragem de soltar, contava as respirações, os passáros, as árvores, para ver se aquela sensação arrasadora passava, quem sabe ela conseguisse enxergar alguma coisa quando isso passasse. O fogo que começava em seu estômago agora estava em seu coração, chegando a seu cérebro, ela não estava entendo o que era tudo aquilo, não entendia de onde viria tanta fúria, tanto ódio da espera. Sem visão e já dominada ela caiu.
E então ela conseguiu ver, havia um penhasco, logo a sua frente, onde ela não conseguia destinguir onde ele acabaria, e nem se acabaria. Ela entendeu o que estava fazendo, o que estava perdendo esperando, sentiu os olhos lhe perfurando as costas e os passos apressados em sua direção. E correu o mais rápido que pode, Samantha corria até sua garganta doer para se engolir a saliva, até ela ter certeza de que era impossível se escutar a respiração da culpa logo atrás dela. Fugiu da culpa, da responsabilidade e de todas as pedras, Samantha não sabia o que viria depois, só sabia que tinha encontrado a coragem no meio do caminho e que a usaria, e que conquistaria o que estava logo ali a frente. Ela se sentiu pronta, sentiu o que viria pela frente, suspirou e deu um passo a frente. O amor.
Ela é linda.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Desconhecidos

A próxima a entrar era uma menina, seguida de um menino loiro dos olhos pequenos e assim foi durante a tarde toda. Todos os meninos e meninas entravam e faziam a prova com suas dificuldades e suas dúvidas, me arrisquei algumas vezes a entender a personalidade dos participantes daquelas provas que eu estava aplicando. A última participante havia dito que estava atrasada e que ia demorar, esperei lendo minha revista preferida. Será ela iria demorar muito? Se sim, iria embora e ela que voltasse outro dia, outra hora, ou nem voltasse.
- Desculpe o atraso, a chuva me pegou no meio do caminho e tive que comprar um guarda-chuva, bom, esquece. Podemos começar? - ela entrou na sala sacudindo o guarda-chuva e arrumando o cabelo preto presa em um rabo-de-cavalo bem feito. Deslizei meu pé para debaixo da mesa e comecei a fazer as perguntas padrões:
- A prova pode ser feita em forma oral ou escrita.
- Escrita por favor, - ela já estava com um estojo pequeno sobre a mesa enquanto acrescentava - eu me expresso melhor pela escrita. - Um sorriso rápido brincou em seu rosto, mas rapidamente a concentração atingiu seus olhos e suas feições ficaram sérias. Eu a entreguei em sem palavras e ela fez sem perguntas.
A menina tinha uma mão pequena e feminina, segurava o lápis com firmeza e determinação, havia uma insistente mexa de seu cabelo que caia sobre seus olhos e sempre o colocava para trás com um suspiro. Ela parecia tão frágil, a menina... Como era seu nome? Clarissa constava na fixa, e fiquei procurando se ela tinha nome de Clarissa. A curva de seu rosto era em formato de C e com certeza ela tinha a força do R, mas era frágil quanto a um dos esse's e precisava se apoiar no outro, havia uma saudade no fundo dos olhos dela, como os dois separados a's e finalmente, a singularidade do I. Então, senti uma atração por ela, como era possível eu querer abraçá-la e beijá-la até aquela dor que parecia haver em como ela mexia os lábios cessar, até ela parecer mais feliz.
- Bom, muito obrigada por ter me esperado - ela disse já entregando a prova, tão rápido e tão mulher, me tirando de meu raciocínio. Não podia deixa-la de ir embora.
- Quer esperar a nota sair? Quem sabe a chuva não parou até lá.
Ela pareceu sorrir com os olhos, mas se manteve fria e se sentou apenas com um acenar de cabeça. Sentia seus olhos me perfurarem minhas costas enquanto corrigia suas costas, será que estava sentindo o que eu estava sentindo? Virei para ela que sorrio ao em vez de se sentir envergonhada.
- Parabéns. - lhe entreguei a folha com seu resultado e o orgulho inundou a sala. - Que tal eu lhe dar uma carona? Não se preocupe levo aonde você quiser.
- Claro, eu moro logo ali do lado, a umas 5 quadras. - O que aquela menina estava pensando? Eu podia fazer mal a ela, quase lhe dei uma bronca ali, ela parecia tão mais nova que eu, apesar de não ser, eu precisava protegê-la. Mas só de saber que iria ficar sozinha e saber onde ela morava, já era um alívio.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Desculpe por não mentir.

Taylor, não me pergunte nunca se eu te amo, eu te peço. Pelo amor que você diz sentir por mim e pelo conceito que você tem amor, não me pergunte isso. Porque eu sei que você pensa como o resto da população, me acha louca e sabe o que é amar. Se você me perguntar se te amo eu vou ter que te falar sofrendo que não.
Não fique chateado comigo, não vá embora e nem chore. Eu explico. O que a gente sente tá crescendo e eu sei que um dia você vai me perguntar isso, então, resolvi me adiantar. Não, não é isso que você pensa Taylor. Espere! Ouça, você diz que me ama por todas as vezes que pensa em mim num dia, por todas as vezes que me viu em um sonho e por momentos especiais juntos certo?
Eu não penso como você. Eu não penso em você algumas vezes por dia, eu não te tiro da cabeça. Não te vejo em sonhos, você é o principal motivo para eu dormir, te ver, te tocar em uma dimensão infinita dominada pela imaginação é extraordinário! E todos os momentos em que uma onda do mar me lembrou o tom da sua voz são importantes. Querido Taylor, há tanta coisa que você não sabe.
Minhas amigas dizem que quando vêem a pessoa que amam o coração dispara, o meu salta e para de bater. Elas dizem que quando há uma surpresa o coração para e o meu faz o contrário. Quando dizem alguma coisa errada elas se irritam e não param de falar, eu me calo. E quando é grosso, elas se calam assustadas, eu começo a tagarelar.
Taylor, me desculpe por não te amar do jeito normal, mas você sabe que eu não sou normal. Há alguma coisa de errado comigo caro Taylor? E se quiser ir embora depois desse vexame entenderei, meu coração parará quando deveria bater forte pela corrida que iria fazer atrás de você. Mas ficarei fincada no chão, me conheço. Me perdoe, não da pra correr. Adeus.

quarta-feira, 24 de março de 2010

Reorganizando as coisas

Hoje eu chorei. E ontem eu também chorei. Tenho chorado bastante pensando bem. Muito para os dias de hoje, eu nunca vi alguém chorando. É uma coisa exclusiva. Chorei pelo que não fui; pelo que fui e não sou mais e pelo que nunca vou ser. Chorei por ter desperdiçado oportunidades, e ter agarrado o que não devia. Só chorei. Queria que todos soubessem o que se passa aqui dentro. Que há um redemoinho gigantesco, ele parece misturar tudo, e então eu não encontro mais os sorrisos felizes e os fingidos, e sem querer eu os troco e coloco em horas erradas.
Achei que iria aparecer alguém para limpar tudo isso pra mim, todo mundo chama de grande amor. Eu o procurei, de verdade, eu mergulhava no olhar de muitos que eu encontrei por ai, e mesmo de quem eu já havia mergulhado, procurei por qualquer que me interessasse novamente. Eu não achei nada em ninguém. Mas a bagunça estava demasiada, eu precisava de alguém que pelo menos colocasse as coisas dentro das gavetas novamente. Não precisava organizar, só botar em ordem já estava ótimo para mim. E apareceram pessoas que pareciam se interessar em fazer isso. Eu me entreguei a elas, a um número muito grande "delas". Nenhuma nem se quer deixou alguma coisa nova em minhas gavetas. Nada.
Eu gastei tempo e sorrisos que eu deveria ter guardado para essa pessoa que viria arrumar tudo. Mesmo depois disso eu me recarregava em noites perturbadas e ia a procura de alguém que pelo menos deixasse um sentido para aquela bagunça continuar ali. Só precisava deixar uma promessa de arrumar um dia, eu me contentaria. Mas nem isso fizeram. Toda vez que eu olhava para toda aquela bagunça determinada a arrumar aquilo tudo, eu dava as costas certa de que alguém ia arrumar um dia. E eu encontrei. Bruno. Ele deixou tudo em ordem, até reescreveu umas histórias com seu ponto de vista, com seu olhar embutido. Eu estava feliz, estava tudo no lugar como alguém havia me explicado que aconteceria. Não consegui entender o Bruno. Ele demorou tanto para arrumar toda aquela bagunça, demorou mais ainda para conseguir a permissão para arrumá-la. Recebeu a permissão para entrar no meu coração, na minha vida, na minha história. Ai, ele bagunçou tudo, disse obrigado pela hospedagem, e precisava ir, que quando voltasse a gente ia conversar.
O Bruno foi e eu esperei que ele voltasse. A bagunça acumulava, as músicas no rádio eram dedilhadas por nossos sonhos. Mas ele quebrou. Tudo só aumentou, com as pessoas que entravam e deixavam alguma coisa, e por quem entrava e tirava alguma coisa que alguém tinha deixado meio que arrumado. Ninguém fazia direito.A bagunça me cansou, e em uma tarde eu estava deitada na minha cama arrumando minha bagunça interna. Eram tantos momentos, revivi todos pela segunda vez. Pontuando erros e acertos, vibrando com vitórias e chorando com derrotas. Eu arrumei tudo, por ordem, por acontecimento. Tinham caixas que eu deixava no fundo do esquecimento, assim eu só iria lá quando precisasse mesmo reviver alguma coisa pra esquecer o presente. Ontem eu fui. Lá tinha alguma coisa ditada por mim, a muito tempo. Uma amiga tinha deixado para mim, ela me trouxe o passado diferente do que vejo. Estava escrito:
"De-me uma pessoa que nunca riu para não chorar contrariando seu ego! Hoje pode ser você, mas já já pode ser nós, ela, ninguém, aquela.... Menina, acredite, você vai passar por fases, espero que lembre-se de mim quando perceber que já enfrentou uma inteira. Eu estarei comemorando sua vitória em algum lugar. Você conseguiu, parabéns por fazer tudo tão humano. Você errou, assumiu. Agora você é criança matura. Vai viver essa fase da tua vida que quando você vencer essa a gente comemora de novo".
Sorri. Não pensava no Bruno desde que conversamos pela última vez, a alguns meses. Nessa bagunça toda tem tanta risada dele, as marcas de seu tênis por alguns papéis, o cheiro do seu perfume acumulado em alguns cantos com pouco vento. Ele está tão invisível que pareceu nem existir, eu ainda consigo lembrar dele, vagamente. Não faz sentido desarrumar tudo procurando onde erramos para concertar. Eu sei onde foi, erramos quando ele bagunçou isso aqui tudo antes de ir. Não vou cometer teu erro, Bruno.

Pessoas, então? Isso é mais um Refúgio! Realmente aconteceu comigo, e depois de um ano eu deixei tudo fluir, escrevi TUDO. Aqui está querido, o que você deixou em mim está guardado em cada vírgula desse texto. Imagino que não se importe não é? A partir de publicado, você faz parte do meu passado. Como se ele fosse ler isso, de qualquer jeito. Pessoas, eu não consigo comentar no blog de muita gente por causa da confirmação das letras que não aparece completa. Me perdoem. Um beijo para todas.

domingo, 14 de março de 2010

Portas



Jay. Quando eu o conheci ele estava saindo de casa com um livro de ciências sociais e seu celular preto no bolso esquerdo de sua calça jeans preferida. Estava com uma blusa azul que significava que queria ter um bom dia, Jay acreditava da influência das cores em nossas decisões. Mas eu não sabia disso naquele momento. Apenas o observei, com o cabelo se mexendo devagar, como se estivesse embaixo de um lago, cada vez que a brisa que vinha do norte o rodeava. Isso hoje parece mais fantasioso do que quando eu nem sabia seu nome, nem o número de seus sapatos, só sabia que ele tinha alguma influência sobre mim.
E então, Jay me abandonou. Não completamente, ele ainda mora na casa da rua 69 com a 30 e continua a freqüentar o último ano do colégio, ele não foi embora. Só me deixou na chuva. Sozinha. Acho que seria melhor se ele tivesse ido embora, eu não o veria, seria bem mais fácil esquecer o jeito como você anda apressado quando está nervoso, e em como a sua camiseta vermelha ainda cola em seu braço esquerdo sempre que você pressiona os dedos contra a palma da mão.
E como Jay não me deixava esquece-lo, eu resolvi deixa-lo sozinho com suas manias de colóquios e o seu jeito de comer sanduíches. Eu o abandonei, mas não totalmente. Eu não lembro mais do ângulo do nariz dele e nem qual é o exato tom de castanho que seus olhos penetrantes tem, como eu costumava saber. Parece que as memórias de momentos, de você concreto foram decompostas como as folhas de inverno caídas na terra, com o tempo. E tudo o que me resta são as sensações.
As malditas e intrigantes sensações. Elas sempre pregam peças sobre mim. Andando pela rua quando vejo um pouquinho de Jay em algum lugar, elas parecem gritar em desarmonia, como crianças lutando contra o sono, todas ao mesmo tempo. E quando elas gritam meu corpo pára. O sangue coagula, a respiração prende na garganta e qualquer movimento parece ser fatal. Mas aos poucos elas se acalmam e eu posso voltar a respirar. Nunca é o Jay. Mas elas sempre acham que é. E quando eu tento explicar que ele ficou pra trás como desenhos animados elas não me escutam, sério. Sempre contestam:
- Você as vezes vê desenho animado, lembra de uma frase, de um personagem. Doroty, você não os esqueceu. - E dessa vez, eu não escuto.
Nem a natureza ajuda nesse abismo, ela sempre o encurta cada vez que eu coloco mais dois passos de distância. O vento me traz o barulho regular de sua respiração; os pássaros cantam parte de sua melodia; o mar traz de volta todas as coisas que relacionavam você a mim. Todas pessoas carregam algo de você pra mim, um simples chacoalhar de cabeça que pareceu muito com o seu naquele dia de dificuldades.
Há um lado esquerdo de mim que se recusa a acreditar em todas as outras pessoas, ele só quer acreditar em tudo que já me aconteceu. Nada de destino, impulso, erro. As pessoas mentem, nos fazem sofrer, e temos que aprender a deixa-las para trás. Jay é uma dessas coisas. Coisas boas podem ser nutridas, mas com uma certa distância que é para não cair no erro de se entregar mais uma vez. Me recuso ouvir o lado direito, esse me parece mais certo.
O último bilhete que tinha para te entregar ainda está conservado entre o velho livro de histórias que eu lia no dia em que choveu e eu vi sua camiseta preta com pequenos pingos nos ombros e seu rosto parecia se desmanchar com a intensidade da chuva como papel, eu não pude resgatar nada. Nem de nós e nem de você. Ficou perdido Jay, confuso. Um pingo me acertou o braço e o outro minha nuca enquanto olhava o trabalho das gotas na calçada. Meu objetivo estava tão próximo que nem me preocupei em mais nada a não ser com a próxima esquina.
Bati na porta já limpando os pés, com uma intimidade que não soube explicar da onde veio. O cheiro de arroz, tortas e um perfume de mulher inundavam a chuva daquela tarde de quarta-feira. Em algum lugar por ali alguém se apaixonava e outro chorava pela morte de alguém querido. Eu deveria estar em algum outro lugar, fazendo alguma coisa que certamente outra pessoa estaria fazendo também, mas não estava. Jay também deveria estar em outro lugar, mas eu também sabia que não estava. O barulho da porta velha ecoou na varanda, e um sorriso divertido brincava no rosto de Jay.
- Posso entrar? - Disse Doroty envergonhada
Construí amigos, enfrentei derrotas, venci obstáculos, bati na porta da vida e disse-lhe: Não tenho medo de vivê-la. (Augusto Curi)

quarta-feira, 3 de março de 2010

Estações



Já havia passado a tarde toda observando, a noite começava a cair e lá estava a Pequena Solitária. Como todos eles a chamavam. As pessoas que ocupavam o parque, digo. Sempre ali sentada, parecia analisar os movimentos de todos que passavam por perto, ela os estudava, e guardava suas analises na mente há algumas semanas. Sentada na frente do expansivo lago que ela observava durante minutos, longos minutos, difíceis minutos.
Seus olhos pareciam refletir a água de lá, e Pequena Solitáira chorava ali, silenciosamente enquanto as pessoas passavam por ela sem notar o quanto ela parecia estar sofrendo. E eu observava o seu longo cabelo preto de contraste com aquela neve branca que começava a cair no parque, mas ela ainda continuava ali. As pessoas iam e vinham, e a Pequena Solitária ainda ali.
O que há de errado com ela?, eu ficava me perguntando. E sempre me encontrava encarando o frio, o vento só para ver a Solitária em sua espera pelo incompreensível. No dia mais frio em que havia encarado para encontra-la, eu a via indo pelo caminho para onde poderia ser sua casa, ou para onde ela provavelmente acharia o que tanto procura, não posso dizer com certeza, só posso afirmar que ela não apareceu no dia seguinte, e nem no outro, e nem na semana seguinte, e muito menos no mês seguinte. Eu sempre ia ali para vê-la, e ela nunca estava lá. E quando me dei por mim, estava passando pelo parque novamente, tão mudada, tão crescida! O parque parecia outro sem toda aquela neve, era primavera. O cheiro de flores inundava o lugar, e quando me vi, estava sentado no banco da Pequena Solitária.
Então entendi. O que ela fazia lá, o que ela esperava, o que ela procurava, e então eu percebi o que eu procurava. Aqueles meses todos me questionando sobre seu destino, sobre se ela finalmente haveria encontrado a quem ela tanto procurou, e ali estava eu, procurando por respostas. Era tão incomum ter tantas perguntas zanzando em minha cabeça. Perguntas eram interrompidas por mais outras que queriam atenção, e respostas pareciam querer saltar de minha língua a cada urgente negrito que aparecia em meus questionamentos. Resolvi ir embora.
No dia seguinte, automaticamente me vi passando em frente ao seu banco e ao lago. As tantas lágrimas que a Pequena chorou, todas reunidas ali, uma a uma, sofrimento por sofrimento, dia a dia. Refletidos como num espelho, se expondo, disputando para serem apreciados. E mais uma vez eu pareci ve-la refletida em suas aflições.
Um pequeno papel estava preso entre minha surradas butinas e o gramado verde primaveril, se retorcendo sempre que o vento soprava, implorando por liberdade. Eu ergui o pé e o seguirei entre o dedo polegar e indicador. Havia uma singela mensagem. "Cara observadora, veja além do que os olhos podem ver. Veja com o coração" Não me interessei pelo remetente, ou endereçado.
A cena se repetiu por mais duas vezes e ambas com a mesma mensagem. E logo estava eu lendo a todos os pequenos papeis jogados, esperando que houvessem mais bilhetes. Entre o jornal e a carta de meu namorado, ali estava, mais um pedaço de papel rasgado: "Talvez se sinta sozinha, procure o poço de minhas lamentações, ele lhe acolherá como me acolheu".
Não demorou muito, e ali estava eu, como a Pequena Solitária, observando os outros, na incessante busca do futuro, chorando por reflexos, sofrendo por tabelas, esperando que fizesse sentido.E em uma tarde de outono, havia uma pequena errônea estragando a perfeita paisagem laranja. Como as folhas, mas um conselho pousou em meu colo: "Não espere pessoas, não espere o material, procure a intenção, corrija o erro".
Já havia passado a tarde toda observando, a noite começava a cair e lá estava eu. Estava preste a ir mais uma vez para casa na busca da voz que eu procurava escutar, que me faria desistir de chorar por esperar. O lago estava ainda mais brilhante do que antes, mas do que quando a Pequena Solitária o observava. Ele não estava me refletindo. Parecia sorrir. Alguém se sentou ao meu lado, e sem olhar para mim, questionou-me:
- O que você tanto espera? Observo-te a alguns minutos, e não entendi ainda o que observa!
- Razão. - respondeu a voz que eu procurava ouvir por tantos instantes.

Ganhei um selo da Bells, tão lindinha. Obrigada amorzinho, alias, dêem uma olhada no blog dela gente: www.rastros-singulares.blogspot. Mar. Ota. (piadas internas).
Eu sei, parece muito confuso. Eu tentei afinal. Leiam escutando "I Think I'm Ready - Katty Pery" achei tão a cara desse texto esse ritmo, e espero que se apaixonem pela música e pelo texto, claro. As coisas estão parecendo se clarear, mas ainda não estão ilegiveis. Se é que me entendem... O título, não direcionem somente para as estações do ano ok? Tentem levar o texto para o lado mais profundo, ou tentem como eu! Queria agradescer por todos os comentários no outro texto, é tão importante e especial quando vocês comentam, que me sinto inpirada para escrever toda semana, haha. Obrigada!

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

The diferent way to say "I love you"

É preciso lutar, é preciso interferir, você promete que me entenderá se eu falhar? Porque nada disso faz muito sentido, nada disso estava programado. E eu agora não sei como agir! Promete apertar minha mãe quando a dor apertar? Porque eu vou estar do seu lado quando seus joelhos falharem, não vou te abandonar. Vamos lutar, vamos interferir, vamos vencer!
Então, não venha aqui fora, o vento está muito forte e o frio vai fazer com que seus dedos fiquem de um branco meio amarelado, eu sei como você se sente no frio. Então entre, eu fico aqui fora por você. Faça um chocolate quente para nós e me espere debaixo dos cobertores assistindo um bom filme. Eu prometo já entrar, não passa de um inconveniente! Não se preocupe comigo, eu ficarei bem. Entre e se lembre que eu em pouco tempo estarei com você e aproveitaremos essa noite feita para nós.
Não fique com medo de perder tudo o que já conquistou, se lembre que a maioria ninguém vai poder tirar de você, nem mesmo batalhas, nem mesmo o tempo. Não se abale se alguém fizer você chorar, seu sofrimento será ruim de mais para mim. Evite se entregar, lembre que sempre me terá como seu escudo se precisar. Tente pensar muito bem se vale à pena se lamentar por alguma coisa que não lhe afetaria em um dia em que tudo estivesse dando certo, e então, depois de bem pensado se é isso que quiser fazer, chore!
Alguns dias pareceram pesadelos, mas não se desespere. Saiba que eu irei enfrentar os dragões e as torres e lhe acordarei com um beijo de seu pesadelo. Iremos passear em um parque e eu lhe mostrarei como a vida pode ser muito mais bonita vista por outro lado. Irei lhe ensinar nesses dias que você tem amigos, que você tem a mim! Você vai entender que tudo o que precisa fazer é se permitir sorrir, porque deixa que do resto cuido eu.
Mas não se iluda, haverá dias em que seus olhos estarão cegos por todos os holofortes e por todas as luzes no fim do túnel que eu lhe mostrei. E tudo parecerá o paraíso, um lindo sonho. E me perdoe, mas eu terei que lhe acordar! Eu irei te guiar e te mostrar que a vida não é tão boa assim e que há momentos em que nem tudo é tão lindo quanto eu te mostrava. No começo você ira ficar brava, e eu repito me perdoe! Depois você conseguirá ver que não é bem assim, e que a sua queda foi bem menor do que se eu tivesse continuado a seu lado e não te impedido.
E se um dia você se cansar de meus conselhos e tentativas de te fazer feliz, me avise. Eu irei mudar, irei me modelar a seu modo de vida. Podemos fazer o papel do casal que morre por amor, ou simplesmente poderemos andar pela praia de mãos dadas, o que você preferir, eu estarei disponível sempre querida G!
E dentre tantas coisas que farei por você, só lhe peço uma em troca, não se esqueça nunca que fomos feitos um para o outro, que meus sorrisos são seus e que suas lágrimas são minhas. Não se esqueça que nos pertencemos. Eu te amo.

Então pessoas lindas! Como vocês estão? Espero que não tenham pensado que eu abandonei, é só que eu não conseguia ter inspiração, mas estava me coçando para postar. E então, o que acharam? O texto era para ser um menino falando para uma menina, deve ter ficado meio confuso e não ficou tão explicito que seja um menino o narrador. Mas eu escrevi para dedicar a alguns amigos e pessoas do blog alguns conselhos. Divirtam-se, indetifiquem-se, chorem, riam, e se a carapuça servir ... Não me levem a mal pela falação, é só a saudade, me deixa um pouco tagarela. Mas agora eu já vou. Ah e comentem, comentem, comentem!

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Eu preciso de você



Dez minutos antes você chegou em sua caminhote 1965 com o braço para fora escutando a rádio local, sua música favorita explodia as caixas de som.
Cinco minutos antes suas mãos encontraram as minhas e analisou meu preto cabelo liso enquanto eu não conseguia encarar suas sobrancelhas grossas.
No minuto em que te contei sua excreção não mudou nada do que cinco minutos atrás, parecia que minhas palavras ainda não o tinham atingido.
Cinco minutos depois seus olhos mostraram o pavor que as palavras deveriam exercer, mas você não foi capaz de maiores movimentos do que piscar e respirar.
Dez minutos depois suas mãos se desvenciliaram das minhas e me olhou com aquele pavor refletidos em seus olhos.
Quinze minutos depois eu já estava com coragem de olhar para seus olhos e com tal movimento você deu um passo para trás.
Vinte minutos depois ainda estávamos na mesma posição, mas o terror estava passando de seus olhos.
Vinte e cinco minutos depois você virou as costas para mim e andava sem rumo com a mão nos pequenos fios que nasciam em sua cabeça.
Trinta minutos depois você entrou no carro e encostou a cabeça no volante enquanto eu pedia aos céus para aquilo não estar realmente acontecendo.
Trinta e cindo minutos depois não me agüentava mais me ver separadade você por tão poucas coisas e não poder te beijar, apenas uma barria e uma porta de carro. Nosso amor ia alem disso não é?
Quarenta minutos depois e eu andei para o lado ao contrário ao teu, aqueles olhos tristes era mais do que eu poderia suportar, mais do que alguns quilos, muito mais.
Quarenta e cinco minutos depois me arrisquei olhar para meu antigo amado e nossos olhares se encontraram e eu podia ver o terror refletido em meus olhos assim como nos dele.
Cinqüenta minutos depois ouço a porta do carro se fechar e o inalei freneticamente o ar do campo aquilo me lembrava chuva, era tão reconfortante.
Cinqüenta e cinco minutos depois você estava atrás de mim e as lágrimas agora escorreriam por minhas maçãs do rosto como escorriam por entre os dedos de uma criança.
Sessenta minutos depois você passou sua grosseira mão pela minha face de um jeito doce limpando a minha lágrima e dizendo “Eu ainda te amo”.

E então amores, como vocês estão? Ah e então escrevi esse textinho pensando plenamente na minha música do momento: Papa Don't Preach (Papai, não faça sermão). O Glee regravou essa música antiga da Modonna e com certeza ficou bem melhor na voz da Dianna Agron ficou bem mais bonita, eu recomendo :)

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Verdades



- Mais uma vez, a única coisa que eu posso te dizer é que eu sinto muito. Sei que você me ama, e que faria tudo por mim, mas tente entender, eu também te amo! Te amo a ponto de dizer que não é com você que eu sonho todas as noites. Eu não posso ver você sofrer, será que é tão difícil entender isso? Porque você parece que não compreende que eu quero sim tua companhia, mas não os teus beijos? Eu faço tudo isso para não ter meu nome na boca de suas amigas, como se eu fosse o cafajeste. Me diga, você quer que fiquemos juntos? Pois assim ficaremos. Mas logo lhe aviso Nelly, não haverá caricias e nem menos juras de amor eterno, porque não é a ti que eu quero dedicar minhas promessas. Não vou iludir-lhe, você não merece um fingimento. E se me ama o tanto quanto diz, então, tente não chorar. Aquelas lágrimas me cortam o coração mais que navalhas, a dor é pior que a de ácidos em uma ferida. Poderemos ficar juntos para sempre, se prometer que irá entender-me quando digo que teu lugar não é ao meu lado. Me desculpe, não era minha intenção fazê-la sofrer, mas eu precisava que você olhasse para as coisas com os meus olhos, veja como é difícil a situação vista por este ponto.
Ele fez uma pausa em sua fala, e a minha reação foi simplesmente calar-me. Sim, apenas isso. E então, ele deu um passo em minha direção e abraçou-me. Aquilo era tudo que eu pediria a minutos atrás, antes de saber como ele se sentia, sorri. e ele terminou o discurso:
- Desculpe-me. E agora me diga, o que iremos fazer? - Eu ainda não tinha pensado em uma resposta, mas eu disse uma resposta tão rápido quanto ele se desfazendo de meu abraço.
- Não quero mais lhe ver!
- O-o que? - sua reação era esperada, mas eu já estava certa do que iria fazer.
- Se quer que não chore mais, eu terei que esquecer-te! E nunca conseguirei com você perto.
- Mas eu sou teu amigo, gosto de tua companhia.
- Se gosta mesmo de mim, irá entender, que eu preciso te esquecer, e você tem que permitir.
Ele nada respondeu, apenas virou as costas, colocou o chapéu preto que parecia impecavelmente limpo. Abriu a porta e ambos apreciamos a vista do jardim que tínhamos de lá, o vento soprava forte e o cheiro de tempestade inundou a grande sala em que nos encontrávamos. As folhas dos orvalhos eram raivosamente chicoteadas o que provocava horrendos sons. Hinth olhou por sobre o ombro para mim e acenou, gesto que me faria chorar por horas a fio, mas mesmo com aquele inquietante barulho, abri um sorriso e acenei de volta e então a porta se fechou

E então como estão? Provavelmente meu último texto das férias, e era para ser meio de época, mas não sei se consegui o resultado que queria. Estou viajando e domingo irei ler o blog de todos, eu prometo. Me sinto tão discituada do mundo quando viajo, e não vejo a hora de voltar. Estou lendo "O morro dos ventos uivantes" - segunda edição e tenho que confessar que estou completamente apaixonada! Ah e a foto também é minha!

domingo, 17 de janeiro de 2010

Despedida

"Sou a típica menina problema conhecem? Eu não me importo com horários, nem com notas. Minha única preocupação é em ver o Sol nascer. Já não me importo muito com as minhas roupas e nem mesmo com a higiene. Minha vida é rodeada por festas, bebidas e drogas. Já não volto para casa a 2 semanas, e da última vez que vi minha mãe ela tinha ido me buscar em uma festa, e eu não me lembro direito o que aconteceu porque eu estava bêbada. Eu era viciada em drogas fortes, e muitas delas eu comecei a usar por interferência de um namorado que me levava a essas festas, mas até então eu não usava muitas coisas, apenas o acompanhava. Ele começou a se afastar de mim por eu ser uma menina muito "certinha" como ele dizia, e ai eu experimentei. Mas não foi suficiente para ele voltar a gostar de mim, e então, eu estava sem namorado e viciada. E para concertar o meu coração a Tequila virou uma de minhas melhores amigas.
Eu não tinha verdadeiras amigas, eram sempre os mesmos coitados que eu via em todas as festas, todos iguais a mim: viciadas e sem mais nada a perder. Estávamos todos no mesmo barco, mas mesmo assim não lembrávamos de rostos que tínhamos vistos a poucos minutos. Ninguém tinha nada sério com ninguém, sempre era um diferente, mas nunca estávamos sozinhos.
E as coisas começaram a ficar ainda mais difíceis, depois de um tempo o nosso dinheiro não dá mais para as doses de drogas e a Tequila não faz mais efeito. Então, eu comecei a apelar para minha própria casa, eu acharia dinheiro, e não era realmente roubo já que era a minha mãe não é? A Tequila começou a ser trocada por Pinga pura e mesmo assim, ainda não era o suficiente.
Em uma das noites em que eu não tinha achado um lugar para passar a noite eu estava sentada na calçada na frente de um bar, e então o meu primeiro namorado saiu de lá abraçado com uma menina. Ele estava ainda mais bonito que nunca, e estava tão feliz, não havia nenhum traço de preocupação quando seus olhos pretos encontraram os meu verdes com a maquiagem borrada. E aquilo não era justo, eu queria ser a menina que estava abraçada com ele, não a que ele sente desprezo, dó.
E então comecei a me distanciar das drogas, mas a bebida ainda muito presente. Mas a cada dia que eu ficava melhor parecia que minha vontade diminuía, e eu queria cada vez mais aquelas drogas que me faziam esquecer o propósito de meus choros. E então, uma vez eu cedi a vontade e fui a uma festa em que eu voltara a minha antiga vida e foi o suficiente.
Eu não consegui mais ter vontade de parar com isso, já que eu iria ficar sóbria iria ter que lutar contra as dores de uma rejeição sem a ajuda das drogas e do álcool. E o amor da minha vida estava se divertindo enquanto eu estou aqui sozinha tentando lutar contra mim mesma, alguém por favor me ajude?
E finalmente eu me cansei de tudo, e estou desistindo de viver. Não pense que eu não sou corajosa, eu tenho certeza que eu iria conseguir me livrar do vício e seguir uma vida normal. Iria passar por cima de todos os preconceitos, e todas as pessoas iriam ser nada para mim. Mas lutar contra os outros é muito mais fácil do que contra si mesmo. E então, eu estou desistindo de mim mesma, o que não é fácil, mas mesmo assim eu fiz. E só queria deixar claro, tudo que eu fiz na minha vida não valeu a pena, eu trocaria tudo por um desejo: nem ter começado essa despedida, não ter trocado o amor de minha mãe e a minha cama por uma dose de Pinga e uma balinha"
Jornal Local: e essa carta foi encontrada ao lado do corpo de uma jovem de apenas 17 anos que morreu de overdose após 2 anos morando nas ruas.

E então, um texto dramático, muito diferente dos românticos que eu escrevo, muito mesmo. Mas eu senti que precisava escrever alguma coisa diferente, um desafio. E depois de lembra de "Eu, Cristiane F." eu resolvi escrever esse textinho, espero que surpreenda mas que não seja pelo lado ruim. É só uma brincadeira, eu queria ver até onde conseguia chegar, o propósito é mesmo chocar! Meu medo de publicar é tamanho, não sei como irá ficar minha "reputação" depois disso. Então, por favor, comentem. A opinião de vocês com certeza vai fazer diferença!

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Torres



Te amar é como se a cada passo que eu desse para frente eu regredisse mais. Me olhar no espelho se tornou algo vergonhoso, os olhos inchados, as olheiras cada dia mais profundas, marcas de você por toda parte. E eu já estou cansada de repassar os versos de nossa canção mentalmente tantas vezes, e não poder esquece-los. Cada vez que eu escuto o timbre de sua voz eu quero correr para os seus braços, mas com o tempo eu pude construir barreiras que me impedem de correr para você, ou de você. Eu só fico aqui, no mesmo lugar, esperando que um dia você escale essa torre e me dê o nosso primeiro beijo de amor eterno.

Então, eu estou sem nenhuma idéia, completamente sem nada! Esse texto acima é um dos meus textos mais antigos, e eu gosto tanto dele. Foi o primeiro texto que eu realmente gostei, e como eu estou sem nenhuma criatividade, aqui está. Faz muito tempo, mas se eu não me engano, eu me inspirei em We are broken - Paramore. Ela fala de torres, mas o sentido é um pouco diferente. E então, eu fiquei muito feliz com os comentários no outro post, estava me matando para postar alguma coisa, mas a criatividade não ajudava em nada. Meu horóscopo disse que esse ano eu ia ser bem criativa. Será que ela está tão intima assim de mim que está brincando de esconde-esconde? Enfim, paro por aqui, vocês não são obrigadas a ler minhas besteiras.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Esquecimento



Então, eu decidi que hoje eu vou me desfazer de você, porque o que você me disse quando estava partindo ainda está em minha mente. "Não chore, seu rosto não merece lágrimas", e eu resolvi que vou realizar o seu último pedido, eu não vou mais chorar por você. Porque você não me procurou para me dizer que ainda está vivo, que ainda pensa em mim, e que sente muito por ter tido que partir.
Mas você não me respondeu quando eu fui atrás de você, não veio me salvar mesmo escutando meus gritos de dor quando o meu coração partido perfurava meu peito. Você seguiu em frente como se aquilo fosse uma doce melodia, você não se importou para aquilo que eu estava pedindo. Você não realizou meu último desejo, como eu estou realizando o seu.
Parecia que você realmente me amava, que eu fazia algum sentido para tudo aquilo que você dizia que sentia. Eu acreditei que era parte de você. E tudo que a gente viveu junto e tudo que nós dissemos um para o outro, isso não conta? Eu daria tudo que eu tenho para poder estar com você, esteja onde você estiver, era só importante você estar do meu lado.
Me diga como não é sentir essas palavras perfurando seus sonhos como navalhas, qual é a sensação de saber que você quebrou um coração apaixonado. Você se arrepende de ter me deixado aqui por todo esse tempo, sabendo que eu estava sangrando? Eu implorava a morte quando eu não te via em seu carro esporte, eu não me importava mais em respirar se seu perfume não era o que estaria ali.
E eu decidi que eu não vou mais chorar por você, porque meu rosto não merece lágrimas. Minha mente não merece mais ter o seu rosto presente. Meus ouvido não precisam mais ouvir a nossa música repetidas vezes. Meus olhos já não verão nossas fotos porque agora não faz mais diferença. Minha voz não vai mais gritar o seu nome, você não é mais uma necessidade.
Eu estou seguindo enfrente, eu sei que estou atrasada, que você fez isso a muito tempo, mas sabe, eu sempre tive dificuldade para abandonar algumas coisas. Mas até que não foi tão difícil te dizer adeus, eu esperava mais. Achei que meu coração fosse sangrar e que as lágrimas fossem voltar a surgir em meu rosto, mas elas foram fortes. Doeu, mas eu consegui.
E agora eu estou aqui, com as minhas malas prontas, e tudo que você me disse ficou para trás e então, as memórias já não importam e eu me recuso a pensar em ti. Eu estou feliz sozinha, nunca estive melhor, e agora me pergunto "O que é que eu estava esperando?". Com o tempo, o destino dá um jeito de concertar nossos corações, e eles quase voltam a ser novos. Você deveria tentar dar uma chance ao destino para ele concertar o seu coração, quem sabe não dê certo.

Então, é para começar bem o ano. Fazia tempo que eu não fazia isso daqui de refugio, e que melhor oportunidade do que 2010? Feliz Ano Novo. Paz, Amor, Saúde que o resto a gente corre atrás.

domingo, 27 de dezembro de 2009

Veemente

Desisti de dormir e me sentei ao lado de Tom, eu lhe beijei o pescoço e respirava em sua pele, eu queria lhe agarrar mas o seu jeito sério me impediu, ele parecia em pânico. Eu estava prestes a me levantar quando ele segurou meu pulso, e um jato de energia percorreu minha coluna, eu ainda não me acostumara com o efeito que ele causava sobre mim. Eu sorri e fechei os olhos, desfrutando da deliciosa sensação. Ele se aproximou de mim e eu pude sentir o ar ainda mais abafado e pesado, minha respiração estava irregular assim como a dele.
- O que lhe incomoda? - ainda sentia o pânico em sua voz, ainda era explicito como ele estava diferente. Ele olhava minhas pálpebras que cobriam metade de meus olhos, eu precisava dormir, mas como com aquele cheiro amadeirado, aquele som reconfortante e aquele colo excepcional?
- Eu só ... Não consigo me concentrar em dormir - Me surpreendi como as palavras foram sinceras, mas sorri, casada.
- Eu sou culpado? - ele riu malicioso, mas havia ainda aquele pânico em seu olhar.
- Ninguém mandou você ser tão irresistível. - respirei fundo e fechei os olhos, fingindo tentar me controlar - Ah! Como você é irritantemente perfeito. - espiei com um olho ainda fechado, não demorou para surgirem sorrisos em nossas faces iluminadas pelo fogo ainda flamejante.
- Só sou perfeito por ter você - ele sorrio, e eu estava me sentindo embriaga novamente. Eu estou apaixonada.
- E quem disse que me têm? - as palavras brincaram em minha voz de soprano.
- Não tenho? - sua voz falhou entre as duas palavras, Tom não pareceu perceber a ironia em minha frase.
- Para sempre. - foi só o que eu consegui murmurar antes de estar consideravelmente fora de mim.
Tom beijara meu lábio inferior com uma intensidade diferente de antes, agora o pânico nem parecia ter passado por seus olhos, seus lábios quentes me fizeram latejar. Então ele passou para o meu lábio superior, com uma lentidão que me fez bufar, para depois suspirar de alivio quando sua risada invadiu o pequeno cômodo.
Até que finalmente a minha espera fora recompensada, nós nos beijávamos intensamente, eu sabia o que Tom pensara, ele sempre fora tão previsível, como todos os outros adolescentes do Britt High School. Eu precisava parar aquele beijo que agora estava ficando cada vez mais urgente, eu sei que teria tempo para beija-lo ainda. Até que finalmente consegui convencer (a mim e a) ele a parar.
O pânico começou a dar sinais novamente em seus olhos verdes, mas eu não conseguia me mexer, não conseguia abandonar aqueles braços que me cercavam.
- Agora eu entendo. - ele pareceu ver meu rosto se contorcer de dúvida, então ele suspirou e me explicou o seu raciocínio - Entendo o porque Edward se preocupa tanto com Bella, eu tenho medo de te machucar. Não só fisicamente. Eu não posso aceitar que você sofra. - suas palavras eram duras e pareciam doer demais nele.
- Você não pode me machucar, não é um vampiro. - eu era sarcástica. Seus lábios se contorceram em um sorriso mas logo se desmanchou antes que eu pudesse ter tempo para apreciar seus dentes perfeitamente ordenados e brilhantes. Tom começou a se aproximar de mim novamente, e pareceu que o oxigênio finalmente alcançou meus pulmões. Quando seus lábios roçaram meu pescoço e ele mordiscou minha veia que acompanhava o impulso do meu coração.
- Ficaria surpreso com as coisas que eu posso fazer. - E aquilo era como eu imaginava que seria com Edward dizendo para Bella, com todo o romantismo, mais melhor, porque aquilo era mesmo real. - Você me trocaria por Edward?
Uma risada sarcástica transformou seu rosto em um quadro de tão perfeito. Não consegui responder, não queria estragar aquele momento, mas era claro minha resposta. Nunca.

É isso ai, é o fim de My Vampire, e finalmente vocês entenderam o porque do nome não é? rs. Me desculpem por não postar faz tempo, é que eu fui viajar e resumindo, não deu muito tempo. Queria desejar bom natal (mesmo que atrasado) e feliz ano novo. Que o ano de vocês seja igual ou melhor do que eu espero para mim.