Mostrando postagens com marcador Triste. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Triste. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Sol de inverno.

Está começando a fazer frio, e nada nesse ano lembra Mily do passado. Tem feito tudo na maior dedicação que pode: estuda, organiza suas coisas e se esforça para fazer parte da vida dos amigos. Não sobra tempo livre para sua mente vagar por ai. A não ser no banho, sim, porque quando a água do chão quente demais contrasta com a temperatura do dedo dos pés e o cabelo começa a cair no rosto ela não se importa de não enxergar mais. Quer esquecer de esquecer, reviver os minutos e os segundos. Todos os banhos que tomava para se arrumar e os que cantava para estravasar toda a felicidade que sentia.
Na cama, a mente não vagava para o lado negativo. Como se o travesseiro a lembra-se ela sonhava com um amanhã de amores, quando esse outono passar e o inverno finalmente acabar. Quem sabe não seja das flores que ela sente falta, ou do biquíni. Essas roupas que a deixam parecendo boneco de neve não andam ajudando. Mily tenta. Ah se tenta. Se recusa a pensar no que vai fazer amanhã. Faz tudo hoje, pra viver sem medo todos os medos e tentar concertar os defeitos. É a nova ela. A terceira que ela tentou, sempre há aquelas três fazes que ela não sabe pular.
Primeiro ela não acreditava no fim, e sim num recomeço; ia provar que podia e que merecia. Mas ao mesmo tempo tão triste, e sem força não queria mais ver dois palmos a sua frente que não fossem a solução. A segunda, a pior - e ainda bem a mais curta - durou algumas semanas. Pensava que era o jeito de fazer as coisas se concertarem, fez vários amigos - que com certeza não irá deixar para trás na terceira - e se divertia sem um pingo de razão. Nada, nem tomava cuidado ao andar: que o mundo me traga o que me é de direito. Mily sabia que era errado, e acordou. Com um empurrão forte demais que doeu, mas acordou. Tem feito tudo na maior dedicação que pode: estuda, organiza suas coisas e se esforça para fazer parte da vida dos amigos. Não sobra tempo livre para sua mente vagar por ai. Se vagar, ela tem medo de voltar ao primeiro e o ciclo vai recomeçar.
Ela tem feito um ótimo trabalho. E melhora a cada dia, mesmo nos piores, ela fica um pouco mais forte. Músicas no CD que a lembram do passado a fazem sorrir e não mais triste, porque sem medo de que o mundo lhe tenha prometido ela vive. Ah como tem vivido. Como uma nova ela, melhor, com experiências. Crescida.
Hoje está fazendo sol e Mily está com somente uma blusa de lã além de da de manga-cumprida. Nada de boneco de neve, e o cabelo preso em um coque. Quem sabe não seja um aviso. Mily adora quando as coisas parecem lhe avisar. Intuição, mas quem sabe não dê tudo certo.

Finalmente satisfeita com a foto - que é a única coisa que eu fico 100% feliz, porque de resto é sempre imperfeito-. E estou começando a escrever algo novo, mais para uma história que apenas um texto. Quem sabe eu não poste aqui ele! Finalmente a escola deu um tempinho pra gente respirar, mas tudo acaba na quarta-feira. Não gosto de fins. Boa semana para todos!

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Seguindo em frente

- Como você espera que eu ainda seja a mesma pessoa? Meu pai morreu, e antes disso, você me deixou. Não tem como trazer a sua namorada de volta, porque adivinha? Eu não sou mais. Eu nunca acreditei no destino, e ai te entreguei o meu, você ia escrevendo minha história e eu só vivia ela. Aceitando. Estúpida. Eu deveria saber, que você não iria cumprir tudo o que me prometera, e ainda ficava bravo quando eu passava e falava com você. Estúpido.
Josh olhou nos olhos de Malanie que sorria de um jeito sínico com lágrimas nos olhos, que ela se forçava para esconder. Porque não era tristeza e nem saudade, era ódio. Dela mesma, como poderia ter entregado seu coração aquele? Sua mãe a tinha avisado, mas ela queria ficar com ele para fazer o pai feliz. O pai que havia morrido, acreditava que ela não podia ficar sozinha, porque quando ele morresse ela precisaria de alguém.
Melanie tomou as palavras se seu pai as suas e acreditou piamente em tudo. Seu jeito de sorrir e de andar, ela era tudo que as pessoas queriam que ela fosse. Perda de identidade adolescente, como ela era hipócrita, sempre achando que aquilo não aconteceria com ela quando lia livros meramente ficticios.
- Melanie, eu não quero te iludir mais, tudo isso que passamos, significou muito. E eu ainda gosto de você, não deveria ter te deixado, mas eu precisava viver um pouco, para saber que era com você que eu queria ficar sempre. Você me conhece, eu preciso ver as coisas por mim mesmo, e eu sempre me arrependo, nada que eu digo pode ser levado muito à sério. Você sabe, isso acontece desde que eu tenho 7 anos!
- Bingo bobalhão, idade mental não importa mais quando se tem 17. Cressa e seja feliz com a sua vida, me esquece. Me deixe seguir a minha, ser feliz, não quero ser sua amiga. Preste atenção nos seus atos e deixe-me seguir em frente. Sei que posso fazer isso sozinha.
- E eu? Como vou viver sem você?
- Muitas meninas serão como reabilitação para você. Sinta-se a vontade para beijar quem bem entender.
Melanie voltou para a rua que ela estava seguindo e assim fez Josh. Se era o que ela queria, ele iria seguir em frente, sem falar mais com ela. Não era o que ele queria, e nem era mentira nada do que dissera, mas não queria fazer ninguém ver que ele ainda gostava dela. E afinal ele ainda era um homem a zelar, e com certeza, algumas novas namoradas o fariam bem. Melanie o conhecia bem demais.
Os dois olharam para o passado que haviam deixado para trás naquela tarde com pesar. Um pelo tempo gasto e o outro pelo tempo disperdiçado. Dar valor ao outro e a si mesmo era uma das coisas principais na trilha para a felicidade de ambos. E o caminho era longo demais, mas com certeza eles chegariam lá, sozinhos ou não. Mas isso, só o destino pode fazer.

Sem muito o que falar a não ser em como eu ando vendo coisas fofas demais e por todos os lados. Inspiração é o que não falta num mundo hoje em que amor é uma coisa muito mais bonita.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

A bicicleta com asas.

A vida não fazia mais tanto sentido. Estava catatônica, sem vontade e nem vida. A vida, aliás, havia me abandonado junto com o que eu tinha entregado para mais um qualquer que tinha passado na minha vida. Mais um qualquer é um jeito muito irônico de chamar o amor da sua vida, pelo menos é como te chamo agora.
Depois que você me deixou sem motivo aparente, sem beijos ardentes e despedidas que servem como reconciliações eu não faço nada. Não tenho a força feminista que tanto prego, não vivo sem você. Nada mais que a verdade. Sinto falta de ver-te em minha volta diária, em teu jeito tão singelo e humilde, gritante em meio a todos os outros.
Falso jeito que olhava pra mim todas as vezes que eu passava ao teu lado e você virava o rosto como quem está com vergonha porque nossas mãos se roçavam e você sabia que aquilo me dava arrepios. E você sabia tudo de mim. Do meu colar de ouro sempre pendurado em meu pescoço e do jeito como eu adorava andar na garupa de tua bicicleta. Na garupa de tuas asas, anjo.
Você se foi, sem nada pra me deixar como prova que tudo não tinha passado de um sonho. Eu só tinha memórias, que não passavam de sonhos que eu vivi. Ah sonhos. Como eu sentia falta de você, anjo de natureza visível tão presente em minhas ações mesmo agora que você se foi. Seu beijo, meu desejo. Lembra-se de todas as músicas que te dediquei e em como eu era apaixonada por ti? Só eu serei tua sempre, apaixonada eternamente. Só não quero me prender a ti sem você estar mais aqui.
Ainda era noite quando o homem da bicicleta bateu à porta. Com resmungo baixo levantei do sofá em que fingia que estava aproveitando o programa que passava na televisão com o meu pai e atendi a porta. Teu sorriso e o jeito como limpava os pés no tapete, como o cabelo um pouco molhado pela chuva que tomou vindo à minha casa. O sorriso que eu tanto senti falta e o calor que me veio dele.
- Posso entrar? Tenho tanto a te contar. - E a feminista dentro de mim foi deixada de lado, e disse que sim, com sorriso nos olhos, e medo de estar me iludindo. Uma parte de mim já estava acreditando que essa visita um dia poderia se tornar em casamento. Mal sabia a outra, que a primeira estava totalmente correta.

Apesar de já ter vindo aqui a menos de uma semana, eu estou de volta. Sempre quis fazer uma pauta para algum tipo de projeto de blog, mas eu nunca achava algum que me interessava totalmente. E dim, dim, dim, dim, dim!, temos um vencedor, rs. Pauta para o Bloínques
Vencedor da edição 63º de Histórias/Contos - Bloínques

terça-feira, 19 de abril de 2011

"Caríssimo você,

Não quero falar do passado, isso aqui é pra deixar o passado pra trás. Olhar para o infinito de nossa futura existência e ter certeza que eu não vou me arrepender. É medo de ser infeliz olhando para o ontem. Eu e essa minha mania de não se concentrar no agora, era sempre ou o futuro ou o passado. Me decidi, acredita? Que eu vou pensar no futuro quando estiver deitada na cama, sem medo de me iludir e no outro dia saber que tudo aquilo não passava de um sonho.Porque eu tinha me iludido demais com você, e acabou. Não quero te fazer de vilão, porque por um ano você foi o meu salvador, mas é que a história é diferente da usual. Não foi por maldade que você me deixou, foi por outra. Resolvi que sem medo eu vou assumir que sei o verdadeiro motivo de você me deixar: é medo de ficar sozinho. Porque eu sou selvagem demais, vivida de menos. Assim como você. E essa nossa característica em comum te assustou não foi? Medo de que bobinho?, eu ia ficar sempre sendo a que iria atrás de você sempre, mas você me deixou pra trás.
Minhas congratulações, porque fez o certo. Eu era grudenta demais. E você deveria estar cansado. Porque ser protagonista não é fácil, e você tinha que viver a minha vida e a sua. Ufa! Então meus parabéns porque você conseguiu se virar bem nos papéis. Foi estranha sua desistência mais eu entendo. Eu era chata.
Esses verbos no passado estão me enfurnando. Eu nem sei por que essa carta está endereçada a você. Isso precisava sair de mim, e ficar longe para que eu esquecesse rápido: eu te amo. É sabe aquele amor de criança, paixão louca que cresce. Formiga a pele, o nosso beijo era mágico e eu sonhava um dia em dormir numa cama com você. Ah como eu sonhava. De novo, no passado.
Passou, passado, duas semanas. Fim. O tempo cronológico não é nada comparado ao psicológico, isso estava acontecendo há tanto tempo, e nós fingimos que o mundo eram flores e a gente estava no verão. Sínicos. Egoístas. E você tirou a sorte grande porque achou alguém pra me substituir antes.
Hoje você é feliz, - eu finalmente estou chegando no tempo verbal que eu queria - você parece achar que eu vou te esperar e que eu joguei a antiga eu pela janela, porque ela me lembrava demais você. A eu moldada e perfumada por você. Pensou errado.
A minha versão por você é tão melhor que a por mim. Mais mulher, menos criança. Mais madura, ela aprendeu a sofrer. E eu adicionei algumas coisas a ela, agora ela gosta de não se importar muito com quem não se importa com ela. Remete-se aos melhores amigos com um tom de admiração incomparável. E ela ainda lembra a antiga eu, com aquele sorriso neutro e com o olhar profundo.
Voltou pra casa, tirou suas coisas dela. Rápido e quase mortal. Como faca nos pulsos, na direção correta. Anos psicológicos na reabilitação, e aqui estou eu. Colocando-te no passado com uma facilidade quase que inacreditável. Mas como eu li por ai, agora não são mais feridas abertas, são só cicatrizes que vão incomodar às vezes, mas que vai passar.
Eu tenho amigos, e tenho nossas memórias. Nada foi vivido com medo e eu não me arrependo. Valeu pra aprender a deixar de ser boba e a amar. Pra gostar de mim. E de você, como eu gostei de você. Do seu sorriso, o jeito de me beijar e dizer que me amava. Ah como eu gostei de você. Dói, mas não minto. Pela consideração ao meu melhor amigo que me entendia tanto. Ele, não você.
O seu antigo eu, era para a antiga eu. Porque agora a gente é diferente demais para sermos alguma coisa. Eu sei que eu fui mais uma para o seu novo você, e que ela será mais outra. Mas enquanto você procura à próxima, eu procuro o meu."

Sumida, aparecida. Eu nem sei mais o que eu sou. Só que eu to de volta. Com vontade imensa de escrever, não que isso seja sinônimo de textos bons. Só que escritos com vontade. Ah que saudade disso aqui tudo. E os blogs estão cada vez mais bem escritos, ai se todos virarem livros serei uma adulta feliz em ter tantos livros brasileiros em minha estante. Quanto blá, blá, blá! Chega, haha.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Caro ladrão de corações,

Você roubou minha mania de ficar com a boca aberta enquanto eu assistia tv, porque eu nem mais assistia. Você dizia que eu nunca tinha tempo pra você, mas eu não tinha mais tempo nem pra mim. Larguei tudo que eu tinha só para te mostrar o quanto você era importante e você me diz que não faz mais diferença eu estar do seu lado ou não.
Quando você diz que tudo não passou de uma fase, não tenho reação. Então tudo o que eu abandonei, o que eu esqueci e o que eu recusei foram uma fase? Uma pequena, e insignificante fase. Uma parte passageira. Eu tinha planos e desejos, você os roubou também.
Eu não sabia mais como agir, como sorrir. Imaginei que você estaria do meu lado quando alguém me deixasse assim, mas nunca pensei que esse alguém seria você. Essa mensagem é só para te deixar ciente de tudo que aconteceu enquanto você fechava os olhos para os sorrisos que eu deixava na sua estrada. Eu não consigo mais recupera-los.
E por mim minhas pegadas continuariam do lado das suas por muito tempo, mas você se mostrou disposto a apagar todas as que eu deixei. Eu sugiro que faça isso sozinho, porque até a minha vontade você roubou.

Sumida, eu sei. Não me matem. O texto é quase auto-explicativo. Eu meio que esqueci de tudo porque eu só tenho atenção para um menino (mas as coisas não estão ruins, muito pelo contrário). Mas é só enquanto o fogo está descontrolado, já estou aprendendo a controla-lo. E eu voltei, e prometo não ficar mais quatro semanas sem postar. Nossa, quatro semanas? Em fim, eu prometo não abandonar mais nada por ele. (Quando eu leio isso hoje, eu penso porque eu larguei tudo por ele.)

quarta-feira, 24 de março de 2010

Reorganizando as coisas

Hoje eu chorei. E ontem eu também chorei. Tenho chorado bastante pensando bem. Muito para os dias de hoje, eu nunca vi alguém chorando. É uma coisa exclusiva. Chorei pelo que não fui; pelo que fui e não sou mais e pelo que nunca vou ser. Chorei por ter desperdiçado oportunidades, e ter agarrado o que não devia. Só chorei. Queria que todos soubessem o que se passa aqui dentro. Que há um redemoinho gigantesco, ele parece misturar tudo, e então eu não encontro mais os sorrisos felizes e os fingidos, e sem querer eu os troco e coloco em horas erradas.
Achei que iria aparecer alguém para limpar tudo isso pra mim, todo mundo chama de grande amor. Eu o procurei, de verdade, eu mergulhava no olhar de muitos que eu encontrei por ai, e mesmo de quem eu já havia mergulhado, procurei por qualquer que me interessasse novamente. Eu não achei nada em ninguém. Mas a bagunça estava demasiada, eu precisava de alguém que pelo menos colocasse as coisas dentro das gavetas novamente. Não precisava organizar, só botar em ordem já estava ótimo para mim. E apareceram pessoas que pareciam se interessar em fazer isso. Eu me entreguei a elas, a um número muito grande "delas". Nenhuma nem se quer deixou alguma coisa nova em minhas gavetas. Nada.
Eu gastei tempo e sorrisos que eu deveria ter guardado para essa pessoa que viria arrumar tudo. Mesmo depois disso eu me recarregava em noites perturbadas e ia a procura de alguém que pelo menos deixasse um sentido para aquela bagunça continuar ali. Só precisava deixar uma promessa de arrumar um dia, eu me contentaria. Mas nem isso fizeram. Toda vez que eu olhava para toda aquela bagunça determinada a arrumar aquilo tudo, eu dava as costas certa de que alguém ia arrumar um dia. E eu encontrei. Bruno. Ele deixou tudo em ordem, até reescreveu umas histórias com seu ponto de vista, com seu olhar embutido. Eu estava feliz, estava tudo no lugar como alguém havia me explicado que aconteceria. Não consegui entender o Bruno. Ele demorou tanto para arrumar toda aquela bagunça, demorou mais ainda para conseguir a permissão para arrumá-la. Recebeu a permissão para entrar no meu coração, na minha vida, na minha história. Ai, ele bagunçou tudo, disse obrigado pela hospedagem, e precisava ir, que quando voltasse a gente ia conversar.
O Bruno foi e eu esperei que ele voltasse. A bagunça acumulava, as músicas no rádio eram dedilhadas por nossos sonhos. Mas ele quebrou. Tudo só aumentou, com as pessoas que entravam e deixavam alguma coisa, e por quem entrava e tirava alguma coisa que alguém tinha deixado meio que arrumado. Ninguém fazia direito.A bagunça me cansou, e em uma tarde eu estava deitada na minha cama arrumando minha bagunça interna. Eram tantos momentos, revivi todos pela segunda vez. Pontuando erros e acertos, vibrando com vitórias e chorando com derrotas. Eu arrumei tudo, por ordem, por acontecimento. Tinham caixas que eu deixava no fundo do esquecimento, assim eu só iria lá quando precisasse mesmo reviver alguma coisa pra esquecer o presente. Ontem eu fui. Lá tinha alguma coisa ditada por mim, a muito tempo. Uma amiga tinha deixado para mim, ela me trouxe o passado diferente do que vejo. Estava escrito:
"De-me uma pessoa que nunca riu para não chorar contrariando seu ego! Hoje pode ser você, mas já já pode ser nós, ela, ninguém, aquela.... Menina, acredite, você vai passar por fases, espero que lembre-se de mim quando perceber que já enfrentou uma inteira. Eu estarei comemorando sua vitória em algum lugar. Você conseguiu, parabéns por fazer tudo tão humano. Você errou, assumiu. Agora você é criança matura. Vai viver essa fase da tua vida que quando você vencer essa a gente comemora de novo".
Sorri. Não pensava no Bruno desde que conversamos pela última vez, a alguns meses. Nessa bagunça toda tem tanta risada dele, as marcas de seu tênis por alguns papéis, o cheiro do seu perfume acumulado em alguns cantos com pouco vento. Ele está tão invisível que pareceu nem existir, eu ainda consigo lembrar dele, vagamente. Não faz sentido desarrumar tudo procurando onde erramos para concertar. Eu sei onde foi, erramos quando ele bagunçou isso aqui tudo antes de ir. Não vou cometer teu erro, Bruno.

Pessoas, então? Isso é mais um Refúgio! Realmente aconteceu comigo, e depois de um ano eu deixei tudo fluir, escrevi TUDO. Aqui está querido, o que você deixou em mim está guardado em cada vírgula desse texto. Imagino que não se importe não é? A partir de publicado, você faz parte do meu passado. Como se ele fosse ler isso, de qualquer jeito. Pessoas, eu não consigo comentar no blog de muita gente por causa da confirmação das letras que não aparece completa. Me perdoem. Um beijo para todas.

domingo, 14 de março de 2010

Portas



Jay. Quando eu o conheci ele estava saindo de casa com um livro de ciências sociais e seu celular preto no bolso esquerdo de sua calça jeans preferida. Estava com uma blusa azul que significava que queria ter um bom dia, Jay acreditava da influência das cores em nossas decisões. Mas eu não sabia disso naquele momento. Apenas o observei, com o cabelo se mexendo devagar, como se estivesse embaixo de um lago, cada vez que a brisa que vinha do norte o rodeava. Isso hoje parece mais fantasioso do que quando eu nem sabia seu nome, nem o número de seus sapatos, só sabia que ele tinha alguma influência sobre mim.
E então, Jay me abandonou. Não completamente, ele ainda mora na casa da rua 69 com a 30 e continua a freqüentar o último ano do colégio, ele não foi embora. Só me deixou na chuva. Sozinha. Acho que seria melhor se ele tivesse ido embora, eu não o veria, seria bem mais fácil esquecer o jeito como você anda apressado quando está nervoso, e em como a sua camiseta vermelha ainda cola em seu braço esquerdo sempre que você pressiona os dedos contra a palma da mão.
E como Jay não me deixava esquece-lo, eu resolvi deixa-lo sozinho com suas manias de colóquios e o seu jeito de comer sanduíches. Eu o abandonei, mas não totalmente. Eu não lembro mais do ângulo do nariz dele e nem qual é o exato tom de castanho que seus olhos penetrantes tem, como eu costumava saber. Parece que as memórias de momentos, de você concreto foram decompostas como as folhas de inverno caídas na terra, com o tempo. E tudo o que me resta são as sensações.
As malditas e intrigantes sensações. Elas sempre pregam peças sobre mim. Andando pela rua quando vejo um pouquinho de Jay em algum lugar, elas parecem gritar em desarmonia, como crianças lutando contra o sono, todas ao mesmo tempo. E quando elas gritam meu corpo pára. O sangue coagula, a respiração prende na garganta e qualquer movimento parece ser fatal. Mas aos poucos elas se acalmam e eu posso voltar a respirar. Nunca é o Jay. Mas elas sempre acham que é. E quando eu tento explicar que ele ficou pra trás como desenhos animados elas não me escutam, sério. Sempre contestam:
- Você as vezes vê desenho animado, lembra de uma frase, de um personagem. Doroty, você não os esqueceu. - E dessa vez, eu não escuto.
Nem a natureza ajuda nesse abismo, ela sempre o encurta cada vez que eu coloco mais dois passos de distância. O vento me traz o barulho regular de sua respiração; os pássaros cantam parte de sua melodia; o mar traz de volta todas as coisas que relacionavam você a mim. Todas pessoas carregam algo de você pra mim, um simples chacoalhar de cabeça que pareceu muito com o seu naquele dia de dificuldades.
Há um lado esquerdo de mim que se recusa a acreditar em todas as outras pessoas, ele só quer acreditar em tudo que já me aconteceu. Nada de destino, impulso, erro. As pessoas mentem, nos fazem sofrer, e temos que aprender a deixa-las para trás. Jay é uma dessas coisas. Coisas boas podem ser nutridas, mas com uma certa distância que é para não cair no erro de se entregar mais uma vez. Me recuso ouvir o lado direito, esse me parece mais certo.
O último bilhete que tinha para te entregar ainda está conservado entre o velho livro de histórias que eu lia no dia em que choveu e eu vi sua camiseta preta com pequenos pingos nos ombros e seu rosto parecia se desmanchar com a intensidade da chuva como papel, eu não pude resgatar nada. Nem de nós e nem de você. Ficou perdido Jay, confuso. Um pingo me acertou o braço e o outro minha nuca enquanto olhava o trabalho das gotas na calçada. Meu objetivo estava tão próximo que nem me preocupei em mais nada a não ser com a próxima esquina.
Bati na porta já limpando os pés, com uma intimidade que não soube explicar da onde veio. O cheiro de arroz, tortas e um perfume de mulher inundavam a chuva daquela tarde de quarta-feira. Em algum lugar por ali alguém se apaixonava e outro chorava pela morte de alguém querido. Eu deveria estar em algum outro lugar, fazendo alguma coisa que certamente outra pessoa estaria fazendo também, mas não estava. Jay também deveria estar em outro lugar, mas eu também sabia que não estava. O barulho da porta velha ecoou na varanda, e um sorriso divertido brincava no rosto de Jay.
- Posso entrar? - Disse Doroty envergonhada
Construí amigos, enfrentei derrotas, venci obstáculos, bati na porta da vida e disse-lhe: Não tenho medo de vivê-la. (Augusto Curi)

quarta-feira, 3 de março de 2010

Estações



Já havia passado a tarde toda observando, a noite começava a cair e lá estava a Pequena Solitária. Como todos eles a chamavam. As pessoas que ocupavam o parque, digo. Sempre ali sentada, parecia analisar os movimentos de todos que passavam por perto, ela os estudava, e guardava suas analises na mente há algumas semanas. Sentada na frente do expansivo lago que ela observava durante minutos, longos minutos, difíceis minutos.
Seus olhos pareciam refletir a água de lá, e Pequena Solitáira chorava ali, silenciosamente enquanto as pessoas passavam por ela sem notar o quanto ela parecia estar sofrendo. E eu observava o seu longo cabelo preto de contraste com aquela neve branca que começava a cair no parque, mas ela ainda continuava ali. As pessoas iam e vinham, e a Pequena Solitária ainda ali.
O que há de errado com ela?, eu ficava me perguntando. E sempre me encontrava encarando o frio, o vento só para ver a Solitária em sua espera pelo incompreensível. No dia mais frio em que havia encarado para encontra-la, eu a via indo pelo caminho para onde poderia ser sua casa, ou para onde ela provavelmente acharia o que tanto procura, não posso dizer com certeza, só posso afirmar que ela não apareceu no dia seguinte, e nem no outro, e nem na semana seguinte, e muito menos no mês seguinte. Eu sempre ia ali para vê-la, e ela nunca estava lá. E quando me dei por mim, estava passando pelo parque novamente, tão mudada, tão crescida! O parque parecia outro sem toda aquela neve, era primavera. O cheiro de flores inundava o lugar, e quando me vi, estava sentado no banco da Pequena Solitária.
Então entendi. O que ela fazia lá, o que ela esperava, o que ela procurava, e então eu percebi o que eu procurava. Aqueles meses todos me questionando sobre seu destino, sobre se ela finalmente haveria encontrado a quem ela tanto procurou, e ali estava eu, procurando por respostas. Era tão incomum ter tantas perguntas zanzando em minha cabeça. Perguntas eram interrompidas por mais outras que queriam atenção, e respostas pareciam querer saltar de minha língua a cada urgente negrito que aparecia em meus questionamentos. Resolvi ir embora.
No dia seguinte, automaticamente me vi passando em frente ao seu banco e ao lago. As tantas lágrimas que a Pequena chorou, todas reunidas ali, uma a uma, sofrimento por sofrimento, dia a dia. Refletidos como num espelho, se expondo, disputando para serem apreciados. E mais uma vez eu pareci ve-la refletida em suas aflições.
Um pequeno papel estava preso entre minha surradas butinas e o gramado verde primaveril, se retorcendo sempre que o vento soprava, implorando por liberdade. Eu ergui o pé e o seguirei entre o dedo polegar e indicador. Havia uma singela mensagem. "Cara observadora, veja além do que os olhos podem ver. Veja com o coração" Não me interessei pelo remetente, ou endereçado.
A cena se repetiu por mais duas vezes e ambas com a mesma mensagem. E logo estava eu lendo a todos os pequenos papeis jogados, esperando que houvessem mais bilhetes. Entre o jornal e a carta de meu namorado, ali estava, mais um pedaço de papel rasgado: "Talvez se sinta sozinha, procure o poço de minhas lamentações, ele lhe acolherá como me acolheu".
Não demorou muito, e ali estava eu, como a Pequena Solitária, observando os outros, na incessante busca do futuro, chorando por reflexos, sofrendo por tabelas, esperando que fizesse sentido.E em uma tarde de outono, havia uma pequena errônea estragando a perfeita paisagem laranja. Como as folhas, mas um conselho pousou em meu colo: "Não espere pessoas, não espere o material, procure a intenção, corrija o erro".
Já havia passado a tarde toda observando, a noite começava a cair e lá estava eu. Estava preste a ir mais uma vez para casa na busca da voz que eu procurava escutar, que me faria desistir de chorar por esperar. O lago estava ainda mais brilhante do que antes, mas do que quando a Pequena Solitária o observava. Ele não estava me refletindo. Parecia sorrir. Alguém se sentou ao meu lado, e sem olhar para mim, questionou-me:
- O que você tanto espera? Observo-te a alguns minutos, e não entendi ainda o que observa!
- Razão. - respondeu a voz que eu procurava ouvir por tantos instantes.

Ganhei um selo da Bells, tão lindinha. Obrigada amorzinho, alias, dêem uma olhada no blog dela gente: www.rastros-singulares.blogspot. Mar. Ota. (piadas internas).
Eu sei, parece muito confuso. Eu tentei afinal. Leiam escutando "I Think I'm Ready - Katty Pery" achei tão a cara desse texto esse ritmo, e espero que se apaixonem pela música e pelo texto, claro. As coisas estão parecendo se clarear, mas ainda não estão ilegiveis. Se é que me entendem... O título, não direcionem somente para as estações do ano ok? Tentem levar o texto para o lado mais profundo, ou tentem como eu! Queria agradescer por todos os comentários no outro texto, é tão importante e especial quando vocês comentam, que me sinto inpirada para escrever toda semana, haha. Obrigada!

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Eu preciso de você



Dez minutos antes você chegou em sua caminhote 1965 com o braço para fora escutando a rádio local, sua música favorita explodia as caixas de som.
Cinco minutos antes suas mãos encontraram as minhas e analisou meu preto cabelo liso enquanto eu não conseguia encarar suas sobrancelhas grossas.
No minuto em que te contei sua excreção não mudou nada do que cinco minutos atrás, parecia que minhas palavras ainda não o tinham atingido.
Cinco minutos depois seus olhos mostraram o pavor que as palavras deveriam exercer, mas você não foi capaz de maiores movimentos do que piscar e respirar.
Dez minutos depois suas mãos se desvenciliaram das minhas e me olhou com aquele pavor refletidos em seus olhos.
Quinze minutos depois eu já estava com coragem de olhar para seus olhos e com tal movimento você deu um passo para trás.
Vinte minutos depois ainda estávamos na mesma posição, mas o terror estava passando de seus olhos.
Vinte e cinco minutos depois você virou as costas para mim e andava sem rumo com a mão nos pequenos fios que nasciam em sua cabeça.
Trinta minutos depois você entrou no carro e encostou a cabeça no volante enquanto eu pedia aos céus para aquilo não estar realmente acontecendo.
Trinta e cindo minutos depois não me agüentava mais me ver separadade você por tão poucas coisas e não poder te beijar, apenas uma barria e uma porta de carro. Nosso amor ia alem disso não é?
Quarenta minutos depois e eu andei para o lado ao contrário ao teu, aqueles olhos tristes era mais do que eu poderia suportar, mais do que alguns quilos, muito mais.
Quarenta e cinco minutos depois me arrisquei olhar para meu antigo amado e nossos olhares se encontraram e eu podia ver o terror refletido em meus olhos assim como nos dele.
Cinqüenta minutos depois ouço a porta do carro se fechar e o inalei freneticamente o ar do campo aquilo me lembrava chuva, era tão reconfortante.
Cinqüenta e cinco minutos depois você estava atrás de mim e as lágrimas agora escorreriam por minhas maçãs do rosto como escorriam por entre os dedos de uma criança.
Sessenta minutos depois você passou sua grosseira mão pela minha face de um jeito doce limpando a minha lágrima e dizendo “Eu ainda te amo”.

E então amores, como vocês estão? Ah e então escrevi esse textinho pensando plenamente na minha música do momento: Papa Don't Preach (Papai, não faça sermão). O Glee regravou essa música antiga da Modonna e com certeza ficou bem melhor na voz da Dianna Agron ficou bem mais bonita, eu recomendo :)

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Verdades



- Mais uma vez, a única coisa que eu posso te dizer é que eu sinto muito. Sei que você me ama, e que faria tudo por mim, mas tente entender, eu também te amo! Te amo a ponto de dizer que não é com você que eu sonho todas as noites. Eu não posso ver você sofrer, será que é tão difícil entender isso? Porque você parece que não compreende que eu quero sim tua companhia, mas não os teus beijos? Eu faço tudo isso para não ter meu nome na boca de suas amigas, como se eu fosse o cafajeste. Me diga, você quer que fiquemos juntos? Pois assim ficaremos. Mas logo lhe aviso Nelly, não haverá caricias e nem menos juras de amor eterno, porque não é a ti que eu quero dedicar minhas promessas. Não vou iludir-lhe, você não merece um fingimento. E se me ama o tanto quanto diz, então, tente não chorar. Aquelas lágrimas me cortam o coração mais que navalhas, a dor é pior que a de ácidos em uma ferida. Poderemos ficar juntos para sempre, se prometer que irá entender-me quando digo que teu lugar não é ao meu lado. Me desculpe, não era minha intenção fazê-la sofrer, mas eu precisava que você olhasse para as coisas com os meus olhos, veja como é difícil a situação vista por este ponto.
Ele fez uma pausa em sua fala, e a minha reação foi simplesmente calar-me. Sim, apenas isso. E então, ele deu um passo em minha direção e abraçou-me. Aquilo era tudo que eu pediria a minutos atrás, antes de saber como ele se sentia, sorri. e ele terminou o discurso:
- Desculpe-me. E agora me diga, o que iremos fazer? - Eu ainda não tinha pensado em uma resposta, mas eu disse uma resposta tão rápido quanto ele se desfazendo de meu abraço.
- Não quero mais lhe ver!
- O-o que? - sua reação era esperada, mas eu já estava certa do que iria fazer.
- Se quer que não chore mais, eu terei que esquecer-te! E nunca conseguirei com você perto.
- Mas eu sou teu amigo, gosto de tua companhia.
- Se gosta mesmo de mim, irá entender, que eu preciso te esquecer, e você tem que permitir.
Ele nada respondeu, apenas virou as costas, colocou o chapéu preto que parecia impecavelmente limpo. Abriu a porta e ambos apreciamos a vista do jardim que tínhamos de lá, o vento soprava forte e o cheiro de tempestade inundou a grande sala em que nos encontrávamos. As folhas dos orvalhos eram raivosamente chicoteadas o que provocava horrendos sons. Hinth olhou por sobre o ombro para mim e acenou, gesto que me faria chorar por horas a fio, mas mesmo com aquele inquietante barulho, abri um sorriso e acenei de volta e então a porta se fechou

E então como estão? Provavelmente meu último texto das férias, e era para ser meio de época, mas não sei se consegui o resultado que queria. Estou viajando e domingo irei ler o blog de todos, eu prometo. Me sinto tão discituada do mundo quando viajo, e não vejo a hora de voltar. Estou lendo "O morro dos ventos uivantes" - segunda edição e tenho que confessar que estou completamente apaixonada! Ah e a foto também é minha!

domingo, 17 de janeiro de 2010

Despedida

"Sou a típica menina problema conhecem? Eu não me importo com horários, nem com notas. Minha única preocupação é em ver o Sol nascer. Já não me importo muito com as minhas roupas e nem mesmo com a higiene. Minha vida é rodeada por festas, bebidas e drogas. Já não volto para casa a 2 semanas, e da última vez que vi minha mãe ela tinha ido me buscar em uma festa, e eu não me lembro direito o que aconteceu porque eu estava bêbada. Eu era viciada em drogas fortes, e muitas delas eu comecei a usar por interferência de um namorado que me levava a essas festas, mas até então eu não usava muitas coisas, apenas o acompanhava. Ele começou a se afastar de mim por eu ser uma menina muito "certinha" como ele dizia, e ai eu experimentei. Mas não foi suficiente para ele voltar a gostar de mim, e então, eu estava sem namorado e viciada. E para concertar o meu coração a Tequila virou uma de minhas melhores amigas.
Eu não tinha verdadeiras amigas, eram sempre os mesmos coitados que eu via em todas as festas, todos iguais a mim: viciadas e sem mais nada a perder. Estávamos todos no mesmo barco, mas mesmo assim não lembrávamos de rostos que tínhamos vistos a poucos minutos. Ninguém tinha nada sério com ninguém, sempre era um diferente, mas nunca estávamos sozinhos.
E as coisas começaram a ficar ainda mais difíceis, depois de um tempo o nosso dinheiro não dá mais para as doses de drogas e a Tequila não faz mais efeito. Então, eu comecei a apelar para minha própria casa, eu acharia dinheiro, e não era realmente roubo já que era a minha mãe não é? A Tequila começou a ser trocada por Pinga pura e mesmo assim, ainda não era o suficiente.
Em uma das noites em que eu não tinha achado um lugar para passar a noite eu estava sentada na calçada na frente de um bar, e então o meu primeiro namorado saiu de lá abraçado com uma menina. Ele estava ainda mais bonito que nunca, e estava tão feliz, não havia nenhum traço de preocupação quando seus olhos pretos encontraram os meu verdes com a maquiagem borrada. E aquilo não era justo, eu queria ser a menina que estava abraçada com ele, não a que ele sente desprezo, dó.
E então comecei a me distanciar das drogas, mas a bebida ainda muito presente. Mas a cada dia que eu ficava melhor parecia que minha vontade diminuía, e eu queria cada vez mais aquelas drogas que me faziam esquecer o propósito de meus choros. E então, uma vez eu cedi a vontade e fui a uma festa em que eu voltara a minha antiga vida e foi o suficiente.
Eu não consegui mais ter vontade de parar com isso, já que eu iria ficar sóbria iria ter que lutar contra as dores de uma rejeição sem a ajuda das drogas e do álcool. E o amor da minha vida estava se divertindo enquanto eu estou aqui sozinha tentando lutar contra mim mesma, alguém por favor me ajude?
E finalmente eu me cansei de tudo, e estou desistindo de viver. Não pense que eu não sou corajosa, eu tenho certeza que eu iria conseguir me livrar do vício e seguir uma vida normal. Iria passar por cima de todos os preconceitos, e todas as pessoas iriam ser nada para mim. Mas lutar contra os outros é muito mais fácil do que contra si mesmo. E então, eu estou desistindo de mim mesma, o que não é fácil, mas mesmo assim eu fiz. E só queria deixar claro, tudo que eu fiz na minha vida não valeu a pena, eu trocaria tudo por um desejo: nem ter começado essa despedida, não ter trocado o amor de minha mãe e a minha cama por uma dose de Pinga e uma balinha"
Jornal Local: e essa carta foi encontrada ao lado do corpo de uma jovem de apenas 17 anos que morreu de overdose após 2 anos morando nas ruas.

E então, um texto dramático, muito diferente dos românticos que eu escrevo, muito mesmo. Mas eu senti que precisava escrever alguma coisa diferente, um desafio. E depois de lembra de "Eu, Cristiane F." eu resolvi escrever esse textinho, espero que surpreenda mas que não seja pelo lado ruim. É só uma brincadeira, eu queria ver até onde conseguia chegar, o propósito é mesmo chocar! Meu medo de publicar é tamanho, não sei como irá ficar minha "reputação" depois disso. Então, por favor, comentem. A opinião de vocês com certeza vai fazer diferença!

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Torres



Te amar é como se a cada passo que eu desse para frente eu regredisse mais. Me olhar no espelho se tornou algo vergonhoso, os olhos inchados, as olheiras cada dia mais profundas, marcas de você por toda parte. E eu já estou cansada de repassar os versos de nossa canção mentalmente tantas vezes, e não poder esquece-los. Cada vez que eu escuto o timbre de sua voz eu quero correr para os seus braços, mas com o tempo eu pude construir barreiras que me impedem de correr para você, ou de você. Eu só fico aqui, no mesmo lugar, esperando que um dia você escale essa torre e me dê o nosso primeiro beijo de amor eterno.

Então, eu estou sem nenhuma idéia, completamente sem nada! Esse texto acima é um dos meus textos mais antigos, e eu gosto tanto dele. Foi o primeiro texto que eu realmente gostei, e como eu estou sem nenhuma criatividade, aqui está. Faz muito tempo, mas se eu não me engano, eu me inspirei em We are broken - Paramore. Ela fala de torres, mas o sentido é um pouco diferente. E então, eu fiquei muito feliz com os comentários no outro post, estava me matando para postar alguma coisa, mas a criatividade não ajudava em nada. Meu horóscopo disse que esse ano eu ia ser bem criativa. Será que ela está tão intima assim de mim que está brincando de esconde-esconde? Enfim, paro por aqui, vocês não são obrigadas a ler minhas besteiras.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Esquecimento



Então, eu decidi que hoje eu vou me desfazer de você, porque o que você me disse quando estava partindo ainda está em minha mente. "Não chore, seu rosto não merece lágrimas", e eu resolvi que vou realizar o seu último pedido, eu não vou mais chorar por você. Porque você não me procurou para me dizer que ainda está vivo, que ainda pensa em mim, e que sente muito por ter tido que partir.
Mas você não me respondeu quando eu fui atrás de você, não veio me salvar mesmo escutando meus gritos de dor quando o meu coração partido perfurava meu peito. Você seguiu em frente como se aquilo fosse uma doce melodia, você não se importou para aquilo que eu estava pedindo. Você não realizou meu último desejo, como eu estou realizando o seu.
Parecia que você realmente me amava, que eu fazia algum sentido para tudo aquilo que você dizia que sentia. Eu acreditei que era parte de você. E tudo que a gente viveu junto e tudo que nós dissemos um para o outro, isso não conta? Eu daria tudo que eu tenho para poder estar com você, esteja onde você estiver, era só importante você estar do meu lado.
Me diga como não é sentir essas palavras perfurando seus sonhos como navalhas, qual é a sensação de saber que você quebrou um coração apaixonado. Você se arrepende de ter me deixado aqui por todo esse tempo, sabendo que eu estava sangrando? Eu implorava a morte quando eu não te via em seu carro esporte, eu não me importava mais em respirar se seu perfume não era o que estaria ali.
E eu decidi que eu não vou mais chorar por você, porque meu rosto não merece lágrimas. Minha mente não merece mais ter o seu rosto presente. Meus ouvido não precisam mais ouvir a nossa música repetidas vezes. Meus olhos já não verão nossas fotos porque agora não faz mais diferença. Minha voz não vai mais gritar o seu nome, você não é mais uma necessidade.
Eu estou seguindo enfrente, eu sei que estou atrasada, que você fez isso a muito tempo, mas sabe, eu sempre tive dificuldade para abandonar algumas coisas. Mas até que não foi tão difícil te dizer adeus, eu esperava mais. Achei que meu coração fosse sangrar e que as lágrimas fossem voltar a surgir em meu rosto, mas elas foram fortes. Doeu, mas eu consegui.
E agora eu estou aqui, com as minhas malas prontas, e tudo que você me disse ficou para trás e então, as memórias já não importam e eu me recuso a pensar em ti. Eu estou feliz sozinha, nunca estive melhor, e agora me pergunto "O que é que eu estava esperando?". Com o tempo, o destino dá um jeito de concertar nossos corações, e eles quase voltam a ser novos. Você deveria tentar dar uma chance ao destino para ele concertar o seu coração, quem sabe não dê certo.

Então, é para começar bem o ano. Fazia tempo que eu não fazia isso daqui de refugio, e que melhor oportunidade do que 2010? Feliz Ano Novo. Paz, Amor, Saúde que o resto a gente corre atrás.

domingo, 8 de novembro de 2009

Separação

Quando eu era pequena aprendi com a minha mãe muitas coisas importantes para uma menina: como andar de salto e fazer maquiagens, aprendi a não mostrar aos rapazes que você os ama e que eles não prestam. Era bom ter minha mãe do meu lado, só para mim.
Quando eu era pequena o meu pai me ensinou coisas importantes para a minha vida: fazer contas de subtração e me encinou o que eram aves, ele me mostrou como era bom dar um mergulho na piscina e em como eu era a menina mais linda do mundo (ou pelo menos do mudo dele). Era tão bom ter o meu pai do meu lado, só para mim.
Quando eu era pequena eu vi que meus pais não andavam de mãos dadas como os de minhas amigas, eu via que meu pai não olhava com o olhar apaixonado para minha mãe, e que ela não selava seus lábios nos dele como se aquilo fosse normal. Ele não dormia na mesma cama que a minha mãe e eu não sentia o calor de ambos na cama quando eu tinha pesadelos. Meu pai me deixava na porta de casa e me dava um beijo estalado, entrava em seu carro e ia embora, enquanto eu tinha minha mãe só para mim. Eles não estavam mais apaixonados.
Minha mãe me deixava com uma babá e ia trabalhar, ela voltava e me dava banho como se fosse sua pequena boneca, ela só precisava de mim para ser feliz. Meu pai me levava em seu carro com os vidros abertos para um passeio no zoológico e me levava em seus ombros para onde ele pudesse, ele só precisava de mim para ser feliz.
Quando eu era pequena meu pai e minha mãe me ensinaram a mesma coisa: nunca dependa de ninguém para nada, evite sofrimentos e aprenda a seguir em frente de cabeça erguida. Eu cresci seguindo o que eles tinham me dito, até que eu encontrei seus olhos, e aprendi a depender de sua presença para viver; aprendi a chorar com um vazio em meu peito que eu chamava de saudade; e aprendi ainda que seguir em frente só se for com você.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Criatividade

Procura-se uma criatividade, ela é conhecida por seus textos melancólicos e sentimentais, se alguém por um acaso ver ela passando por ai me avise, há crianças doentes pela sua falta :)

mals a brincadeira, mas é que eu ando sem criatividade no momento, sabe como é, crises. Espero que isso ajude, sei lá a ela perceber que eu sinto falata dela!

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Hipnotizar

Eu queria descobrir porque eu choro toda vez que o vento sopra ao mesmo rosto, talvez seja porque ele me traz o seu cheiro, ou simplesmente porque ele me lembra como era antes de você aparecer. Era como se flores nascessem a cada novo dia, e eu nascia com elas, às cores se renovavam e eu nunca estava insatisfeita. Eu sempre sorria para um simples raiar do sol, e uma brisajá me fazia feliz, até que você apareceu.
Foi como se tudo o que eu cultivava fosse roubado, e eu precisasse de você para recuperar, e eu te chamava e esperava mais você não vinha. Você me fez esperar demais, e eu cansei. Quando você me vier já não olharei mais para trás e o que passou, passou. Eu simplesmente vou deixar você ir, porque agora nada mais importa.
Você destruiu o meu coração, você me viu tentando fazê-lo voltar a bater e não me ajudou você só me machucava mais a cada vez que eu conseguia seguir em frente, mas dessa vez vai ser diferente, porque eu estou imune a você. O seu sorriso já não em encanta mais e a sua voz não me hipnotiza, eu só vou te pedir para você devolver a minha felicidade, porque eu nunca irei conseguir seguir em frente sem ela.

Esse é o primeiro texto que eu posto aqui, e é pra Bé :) E é bem provável que só ela comente (se comentar) kkk estou muito pessimista hoje :S Bom é isso.